Mãe é denunciada por torturar filha de 2 anos e enviar vídeos ao ex
O caso veio à tona depois que o pai da menina procurou a polícia ao receber vídeos

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou uma mulher que torturou a própria filha, de apenas 2 anos, em Itaboraí, na Região Metropolitana do estado.
Segundo a investigação, além das agressões físicas, ela gravava os ataques e enviava os vídeos ao pai da criança como forma de intimidação após o fim do relacionamento.
A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça junto ao Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Especial Adjunto Criminal de Itaboraí.
O caso veio à tona depois que o pai da menina procurou a polícia ao receber vídeos e mensagens que mostravam a criança sendo agredida.
A partir da análise do material, a investigação foi iniciada e a Justiça autorizou a prisão temporária da suspeita. Medidas protetivas também foram concedidas em favor da vítima.
De acordo com o Ministério Público, a mulher submetia a filha a castigos físicos e psicológicos.
As apurações apontam que ela utilizava um cano de PVC para ameaçar a criança, aplicava chineladas e provocava queimaduras com uma colher aquecida.
Os exames periciais confirmaram lesões compatíveis com as agressões, incluindo uma queimadura em um dos braços da menina.
Um dos vídeos analisados pelos investigadores mostra a mulher ordenando que a criança estendesse a mão antes de encostar uma colher quente em seu corpo. Em seguida, a menina tenta fugir da agressão.
Segundo a denúncia, as agressões ocorreram em meio a conflitos entre o ex-casal após o término do relacionamento. A suspeita teria utilizado a própria filha para atingir emocionalmente o pai da criança.
O Ministério Público denunciou a mulher pelos crimes previstos na Lei de Tortura e também na Lei Henry Borel, que estabelece mecanismos de proteção contra a violência praticada no ambiente familiar contra crianças e adolescentes.
Além da condenação pelos crimes, o órgão pediu que a prisão temporária da acusada seja convertida em prisão preventiva.




