
Mirelle PinheiroColunas

Justiça barra campanha contra Kopenhagen após vídeo viral. Veja vídeo
Decisão prevê multa de até R$ 50 mil caso Vinicius Santana não exclua publicação feita em frente à loja, em Rondonópolis (MT)
atualizado
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A Justiça de Mato Grosso determinou que o pré-candidato a deputado federal Vinícius Santana apague, em até 24 horas, um vídeo publicado nas redes sociais em que convoca um boicote a uma unidade da loja Kopenhagen localizada no Rondon Plaza Shopping, em Rondonópolis (MT).
A decisão, que corre sob sigilo e foi obtida pela coluna, prevê multa diária de R$ 2,5 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 50 mil.
O caso começou após um desentendimento no trânsito entre um empresário apontado como “Carlos”, sócio da franquia da Kopenhagen na cidade, e Raquel Mattei. Segundo o vídeo do pré-candidato, publicado nessa quinta-feira (4/6), a mulher teria sido perseguida pelo empresário por causa de adesivos políticos colados em seu carro.
Na gravação, ele aparece em frente à loja, e acusa o homem de perseguir Raquel. “Carlos é um comunista safado. Acabou de perseguir uma mulher porque ela estava com adesivo meu e do Flávio Bolsonaro. Seu petista sem vergonha, safado. Boicote geral pra loja Kopenhagen de Rondonópolis. Não comprem chocolate aqui”, diz.
A empresa responsável pela franquia entrou na Justiça contra Vinícius Santana e Raquel Mattei, alegando que as publicações prejudicaram a imagem do negócio.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que Vinícius extrapolou os limites da liberdade de expressão ao direcionar ataques ao estabelecimento e incentivar um boicote comercial.
Segundo a decisão, críticas e manifestações políticas são permitidas, mas não podem ser usadas para promover campanhas de hostilização contra empresas ou estimular prejuízos econômicos com base em divergências.
Apesar de determinar a exclusão da publicação, o juiz negou o pedido da empresa para impedir futuras manifestações sobre o caso.
A Justiça também analisou uma convocação feita por Raquel Mattei para uma manifestação silenciosa contra o que ela chamou de intolerância política.
Nesse ponto, o pedido da empresa foi negado. O magistrado considerou que a convocação estava protegida pelos direitos de reunião e livre manifestação. Além disso, o evento já havia acontecido quando o caso foi analisado.
“A dinâmica e responsabilidades do incidente de trânsito original não foram julgadas, ficando reservadas ao juízo natural após instrução processual.”
Redes sociais
Neste sábado (6/6), Vinícius Santana publicou um novo vídeo afirmando que soube da decisão por meio da imprensa e que ainda não havia sido oficialmente intimado.
“Se a Justiça determinar, eu vou cumprir. Mas isso, pessoal, não vai me calar, porque é uma briga assim do bem contra o mal, da direita contra a esquerda”, declarou.