
Mirelle PinheiroColunas

Morre vereador que foi atacado e teve corpo incendiado com gasolina. Veja vídeo
João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB) teve 75% do corpo queimado e estava na UTI desde o dia 28 de abril
atualizado
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O vereador João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB), de Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, morreu na madrugada desta sexta-feira (6/6), após passar 39 dias internado em estado grave. A morte foi confirmada pela Prefeitura do município por meio das redes sociais.
Ele estava hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Londrina desde o dia 28 de abril, quando foi atacado por um homem que despejou combustível sobre seu corpo e ateou fogo.
“A Prefeitura Municipal de Guaraqueçaba, informa com profundo pesar o falecimento do senhor João Luiz Pinheiro Francisco. João, que estava como vereador do nosso município, será sempre lembrado pela grande pessoa que foi, e também pelo seu trabalho, dedicação e respeito”, escreveu a prefeitura em publicação.
Segundo informações da Polícia Militar do Paraná (PMPR), o crime ocorreu na Ilha das Peças (PR), no estabelecimento comercial da vítima. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito se aproxima do vereador, despeja um líquido inflamável sobre ele e provoca o incêndio.

Nas gravações, também é possível ver duas pessoas que estavam próximas correndo para tentar socorrer o vereador.
Até então, o suspeito havia sido indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a morte do vereador, a investigação poderá ser modificada.
O velório será realizado neste sábado (7/6), a partir das 11h, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Paranaguá (PR). O sepultamento está previsto para as 17h.
Relembre
O ataque ocorreu em 26 de abril. De acordo com as investigações da PCPR, o crime foi planejado pelo autor, um homem de 49 anos, que foi preso em flagrante pela PM logo após a ação.
Como divulgado anteriormente pela coluna, o investigado alegou ter cometido o ataque por causa de um suposto ato praticado pela vítima contra sua filha. No entanto, a versão foi descartada pela polícia após a apuração dos fatos.
Segundo a investigação, a motivação real estaria relacionada a um conflito envolvendo o uso de uma embarcação na Ilha das Peças. Segundo a polícia, o barco era deixado de forma irregular na faixa de areia da comunidade, o que gerava reclamações de moradores e havia motivado a atuação do vereador na tentativa de intermediar a situação.
Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o suspeito já demonstrava insatisfação com João Luiz e que, no dia do crime, foi visto circulando diversas vezes nas proximidades antes de executar o ataque.