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Mirelle Pinheiro

Justiça afasta delegado da Polícia Civil suspeito de tortura

Além do afastamento do cargo, a decisão judicial determinou a apreensão da arma funcional e do distintivo do delegado

03/04/2026 10:32, atualizado 03/04/2026 10:34
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Reprodução
Justiça afasta delegado da Polícia Civil suspeito de tortura

A Justiça do Espírito Santo determinou o afastamento imediato do delegado regional de Venda Nova do Imigrante, Carlos Henrique Simões (foto em destaque), investigado por suspeita de tortura e abuso de poder.

A decisão foi tomada na quarta-feira (1º/4), após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).

Segundo a denúncia, o delegado e o próprio filho teriam submetido uma pessoa a agressões físicas e psicológicas para forçar uma confissão sobre o furto de um motor em uma granja que pertenceria ao policial.

Além do afastamento do cargo, a decisão judicial determinou a apreensão da arma funcional e do distintivo do delegado.

Ele também está proibido de frequentar a delegacia onde atuava. Ao analisar o caso, o Judiciário considerou que há indícios suficientes de materialidade e autoria do crime, com base nos elementos reunidos durante a investigação.

O afastamento cautelar foi determinado para evitar possíveis interferências na apuração e garantir a regularidade do processo.

O caso já tramita na Justiça como ação penal. O Ministério Público aponta que as agressões teriam sido praticadas com o objetivo de obter uma confissão à força.