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Mirelle Pinheiro

INSS: PF mira esquema que usava indígenas para fraudar R$ 100 milhões

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro

09/07/2026 08:29, atualizado 09/07/2026 08:47
Divulgação/PF
INSS: PF mira esquema que usava indígenas para fraudar R$ 100 milhões

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9/7), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), a segunda fase da Operação Monã, para desarticular um esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários destinados a segurados especiais indígenas no sul da Bahia.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro. A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de dois servidores públicos suspeitos de participação nas irregularidades.

Segundo as investigações, o grupo utilizava declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para obter indevidamente benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros auxílios previdenciários.

A PF também apura a atuação da organização em contratos de empréstimos consignados vinculados aos benefícios obtidos de forma fraudulenta.

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Por determinação da Justiça, foi bloqueado mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos principais investigados, além do sequestro de um veículo, medida destinada a garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos e interromper a atividade criminosa.

De acordo com a Polícia Federal, os benefícios requeridos pelo grupo podem ter provocado um prejuízo superior a R$ 100 milhões ao INSS.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva.