Polícia investiga facção que mantinha “tribunal do crime” em MG
Ao todo, a Justiça expediu 29 mandados de prisão temporária e 31 mandados de busca e apreensão contra a facção

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9/7), a terceira fase da Operação Caronte para desarticular célula de facção criminosa investigada por tráfico de drogas e pela imposição de uma espécie de “tribunal do crime” no sul de Minas.
Ao todo, a Justiça expediu 29 mandados de prisão temporária e 31 mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Itajubá, Piranguinho, São Lourenço, Brazópolis e Wenceslau Braz.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que o grupo controlava a venda de drogas em áreas específicas de Itajubá e também impunha regras próprias, aplicando punições contra pessoas que descumpriam determinações da organização criminosa.
Entre os alvos da operação, estão suspeitos de integrar a facção e pessoas investigadas por recorrer ao grupo para solucionar conflitos particulares e outras demandas, prática que, segundo a corporação, reforça a atuação da chamada “justiça paralela”.
Cerca de 140 policiais civis participam da ofensiva, com equipes das delegacias regionais de Itajubá, Pouso Alegre, São Lourenço e Poços de Caldas, além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Canil e do Hangar da Polícia Civil.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA Operação Caronte teve início em agosto de 2020. Na primeira fase, 21 pessoas foram presas e houve apreensão de drogas, uma arma de fogo e celulares.
Já a segunda etapa, realizada em outubro de 2021, resultou na prisão de 30 investigados em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além da apreensão de mais de 10 quilos de drogas, munições, celulares e documentos.
Na ocasião, a Polícia Civil também identificou a continuidade da atuação do chamado “tribunal do crime”, utilizado pela facção para aplicar punições a integrantes e moradores da região.




