Idosa tem corpo trocado e entregue à família errada após morrer na BA
Dália Ventim estava internada no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), após sofrer um infarto. Unidade abriu sindicância para apurar caso

Uma idosa de 79 anos teve o corpo trocado e entregue por engano à família de outra paciente após morrer no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, na Bahia. O erro foi descoberto quando os familiares de Dália Ventim Costa (foto em destaque) retornaram à unidade para buscar o corpo e foram informados de que ele já havia sido encaminhado para outra cidade.
Dália sofreu um infarto e foi internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Mangabeira no dia 26 de maio e, posteriormente, transferida para o Hospital Geral Clériston Andrade. Ela morreu por volta das 23h30 de domingo (12/7).
Após serem comunicados sobre o falecimento, os parentes compareceram ao hospital para realizar os procedimentos de liberação do corpo. No entanto, conforme relatos, a equipe informou que a retirada só poderia ser feita às 5h.
Ao retornarem, os familiares foram surpreendidos com a informação de que o corpo não estava mais na unidade. De acordo com o hospital, a suspeita é de que tenha ocorrido uma troca durante a liberação dos corpos, envolvendo outra paciente cuja família seria de Aracaju (SE).
O hospital entrou em contato posteriormente para informar que o corpo havia sido localizado e seria levado de volta para Feira de Santana. O traslado foi concluído pouco depois das 12h de segunda-feira (13/7).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO sepultamento de Dália Ventim Costa ocorreu na tarde de segunda-feira, no Cemitério São Jorge, em Feira de Santana. A idosa deixou cinco filhos.
O que diz o hospital?
Em nota à coluna, o Hospital Geral Clériston Andrade lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às famílias envolvidas. A direção da unidade afirmou que reconhece a gravidade da situação e informou que adotou todas as providências necessárias para minimizar o sofrimento dos familiares.
O hospital também informou que instaurou uma sindicância para apurar rigorosamente as circunstâncias da troca dos corpos, identificar eventuais falhas no processo de liberação e adotar as medidas administrativas cabíveis para evitar que casos semelhantes se repitam.
“Desde que tomou conhecimento do fato, a direção do HGCA mantém contato e presta acolhimento às famílias, acompanhando todas as providências necessárias para que os sepultamentos das duas pacientes sejam realizados o mais breve possível, com respeito, dignidade e o menor impacto adicional possível para seus familiares. O Hospital Geral Clériston Andrade reitera seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e o respeito às famílias atendidas pela unidade”, escreveu.





