
Mirelle PinheiroColunas

Homem que matou pai, madrasta, irmãs e sobrinho de 5 anos é indiciado
O crime ocorreu na manhã de 7 de janeiro deste ano, em Juiz de Fora (MG). O homem confessou os assassinatos
atualizado
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa sexta-feira (16/1), o inquérito que investigava a morte de cinco pessoas da mesma família no município de Juiz de Fora. O crime ocorreu na manhã do dia 7 de janeiro deste ano.
Jonathas dos Santos Souza, de 42 anos, vai responder por cinco homicídios dolosos, quando há intenção de matar, duplamente qualificados por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa das vítimas.
À polícia ele confessou o crime. O homem matou o próprio pai, a madrasta, duas irmãs e um sobrinho de cinco anos a facadas. A família morava no bairro Santa Cecília.
O crime
Segundo a Polícia Civil, na manhã do crime o suspeito aguardou uma das irmãs sair da residência para o trabalho, momento em que a atacou com golpes de faca e a empurrou para dentro do imóvel. Em seguida, ele atacou a madrasta e, logo depois, entrou em um dos quartos da casa, onde matou o pai, que estava deitado.
A outra irmã, que morava nos fundos do terreno, foi até a casa dos pais e acabou morta na cozinha. Na sequência, o investigado foi até o imóvel dessa irmã, onde matou o sobrinho, uma criança de apenas cinco anos.
A perícia oficial confirmou que todas as vítimas apresentavam ferimentos provocados por instrumento perfurocortante, principalmente nas regiões do pescoço e do rosto.
As vítimas são:
- o pai do autor, identificado como João Batista Fernandes Souza – 74 anos;
- a madrasta do autor – uma mulher de 63 anos;
- duas irmãs do autor – de 44 e 47 anos;
- o sobrinho do autor – 5 anos.
Prisão
O homem foi preso logo após o crime pela Polícia Militar, em seu apartamento no bairro Santa Terezinha. No local, duas facas táticas foram apreendidas dentro de um balde — instrumentos que teriam sido utilizados na ação criminosa.
O inquérito policial foi concluído com os laudos periciais e de necropsia e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
A pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão para cada assassinato.
