
Mirelle PinheiroColunas

“Vou te matar”: aluna ataca professora com golpes de faca em escola
Um dia antes da agressão, a professora havia recebido uma ameaça escrita da mesma estudante
atualizado
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A Escola Municipal de Ensino Fundamental João Rodrigues de Souza, localizada em Caseiros, no norte do Rio Grande do Sul, suspendeu as atividades nessa sexta-feira (22) após um episódio de violência dentro da instituição. Na manhã de quinta-feira (21), uma aluna de 14 anos feriu uma professora com uma faca durante a aula.
O caso ocorreu por volta das 10h15, logo após o recreio, na turma do 8º ano. A docente escrevia no quadro quando foi surpreendida pela estudante, que a atingiu na mão com a faca. A aluna teria tentado um novo golpe, mas recuou quando a professora afirmou que chamaria a polícia. Ferida, a educadora deixou a sala e procurou ajuda na direção.
Um dia antes da agressão, a professora havia recebido uma ameaça escrita da mesma estudante. Em uma atividade de classe, a adolescente teria entregue uma folha com mensagens indicando intenção de matá-la e um desenho de faca. O documento foi apresentado à equipe gestora, que entrou em contato com os pais da jovem.
De acordo com a diretora Renata Sabedote, não havia registros de comportamento agressivo da aluna anteriormente, e o pai da estudante teria demonstrado surpresa ao ser informado sobre o episódio.
Investigações e reunião com pais
Após o ataque, a adolescente foi levada à delegacia acompanhada dos pais e de membros do Conselho Tutelar. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Lagoa Vermelha, que conduz a investigação.
Na sexta-feira (22), as aulas foram suspensas para uma reunião entre pais, representantes da prefeitura e autoridades policiais, no anfiteatro da escola. O retorno das atividades está previsto para segunda-feira (25).
O outro lado
Em nota enviada à coluna, a defesa da família da menor alegou que “a adolescente se trata de pessoa com Transtorno de Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), diagnosticada desde os 10 anos de idade, realiza acompanhamento psiquiátrico e se submete a tratamento medicamentoso desde então.”
A defesa também informou que a relação entre a aluna e a professora não era boa desde o início do ano letivo, devido às dificuldades que a adolescente apresentava para a realização de atividades escolares. “Também é importante mencionar que a escola municipal não possuía professor especializado (ou auxiliar) para educação especial na sala de aula. Quanto à lesão sofrida pela professora, a defesa se manifestará apenas em Juízo.”
