Mirelle Pinheiro

Homem é preso por perseguir vizinho gay: “Vou te matar”

Segundo a denúncia, a vítima vinha sendo alvo de intimidações frequentes motivadas por sua orientação sexual

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/PCMT
Operação PCMT
1 de 1 Operação PCMT - Foto: Divulgação/PCMT

Um homem de 39 anos foi preso em flagrante após uma sequência de ameaças, perseguições e ofensas homofóbicas contra um vizinho no bairro CPA III, em Cuiabá (MT). A prisão ocorreu na noite de domingo (8/6), durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar.

Segundo a denúncia, a vítima vinha sendo alvo de intimidações frequentes motivadas por sua orientação sexual. Além de insultos e expressões de cunho discriminatório, o suspeito teria ameaçado matar o vizinho e criado situações que aumentaram o medo pela própria segurança.

De acordo com as investigações, em um dos episódios o homem chegou a impedir que a vítima deixasse a residência, agravando ainda mais o cenário de intimidação. Durante o atendimento da ocorrência, a vítima apresentou gravações de áudio que, segundo a polícia, registram parte das ameaças feitas pelo investigado.

O suspeito foi localizado e encaminhado à Central de Flagrantes de Cuiabá. Após analisar o caso, o delegado Vinicius de Assis Nazário entendeu que a situação ultrapassava os crimes de ameaça e perseguição.

Conforme a autoridade policial, os elementos reunidos apontaram também para a prática de discriminação em razão da orientação sexual da vítima. Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal equipara atos de homofobia e transfobia aos crimes previstos na Lei do Racismo.

Com isso, o investigado foi autuado pelos crimes de ameaça, perseguição e homofobia. Como a soma das penas máximas previstas ultrapassa o limite legal para concessão de fiança pela autoridade policial, ele permaneceu preso e ficou à disposição da Justiça.

Ao comentar o caso, o delegado destacou que a discriminação motivada pela orientação sexual não pode ser tratada como um simples desentendimento entre vizinhos.

“A discriminação em razão da orientação sexual da vítima torna a conduta mais grave e não pode ser tratada como simples injúria. A Polícia Civil está atenta para garantir a correta tipificação desses crimes e assegurar a proteção das vítimas”, afirmou.

As investigações continuam para apurar todos os episódios relatados pela vítima e reunir novos elementos sobre a conduta do suspeito.

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