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Mirelle Pinheiro

Grupo lucrou R$ 4 milhões com pirâmide financeira em Goiás, diz PF. Veja vídeo

Nesta quinta-feira (18\6), a PF deflagrou a operação The Best, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão em Goiânia (GO)

18/06/2026 14:10, atualizado 18/06/2026 14:11
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Divulgação/Polícia Federal
Imagem colorida mostra avião em aeroporto clandestino alvo de operação da PF. Metrópoles

Segundo o delegado André Monteiro, da Polícia Federal (PF), o grupo criminoso responsável por coordenar um esquema irregular de captação de recursos de investidores em Goiás (GO) teria lucrado cerca de R$ 4 milhões com os golpes.

Nesta quinta-feira (18\6), a PF deflagrou a operação The Best, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio patrimonial dos investigados em Goiânia (GO).

“O grupo é suspeito de captar dinheiro com promessa de altos lucros, prometendo retornos de até 5% ao mês. O esquema apresentava características semelhantes às de uma pirâmide financeira. Os investigados ofereciam investimentos, com retorno acima do normal de mercado, sem transparência sobre onde o dinheiro era aplicado, e com indício de que os valores pagos por novos participantes serviam para sustentar a própria estrutura e até remunerar participantes anteriores.

Segundo a investigação, a fraude ocorria por meio de contratos de consultoria que indicariam oferta pública de investimento coletivo sem autorização legal, além de ocultação e dissimulação patrimonial.

De acordo com a PF, o grupo investigado atuava principalmente por intermédio de empresas, todas ligadas ao mesmo núcleo familiar e empresarial. Há também indícios de movimentações financeiras cruzadas e sinais de utilização de laranjas — pessoas que emprestam o nome, documentos ou contas bancárias para encobrir atividades ilícitas.

A análise bancária revelou que, apenas em uma amostra parcial de boletos emitidos por instituição financeira, foram detectados 1.466 clientes, dos quais 1.001 apresentaram prejuízo, 170 ficaram sem lucro nem prejuízo e 295 obtiveram retorno financeiro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de emissão, oferta ou negociação irregular de valores mobiliários, lavagem de dinheiro, associação criminosa, além de outros delitos.