Mirelle Pinheiro

Alvos da PF, funcionários da Caixa davam golpes em idosos centenários

Segundo a PF, o prejuízo potencial ultrapassa R$ 1 milhão somente em contas de clientes da Bahia

atualizado

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AngelaMacario/Getty Images
Foto de prédio da Caixa Econômica Federal
1 de 1 Foto de prédio da Caixa Econômica Federal - Foto: AngelaMacario/Getty Images

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11/12), a Operação Mimetismo, que investiga esquema sofisticado de fraudes bancárias envolvendo a falsificação de biometria de idosos, alguns com mais de 100 anos.

O grupo utilizava pessoas mais jovens para se passarem pelos correntistas, cadastrava digitais e reconhecimento facial falsos em agências da Caixa Econômica Federal e, em seguida, realizava saques sucessivos e movimentações vultosas.

Segundo a PF, o prejuízo potencial ultrapassa R$ 1 milhão somente em contas de clientes da Bahia.

A apuração começou após um alerta da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude (Cefra), que identificou um padrão anômalo, idosos extremamente longevos, com baixa movimentação financeira, passaram a registrar atividades súbitas e operações incompatíveis com seus perfis.

A análise revelou que o grupo criminoso atuava infiltrado dentro das próprias unidades da Caixa.

Parte dos investigados é composta por funcionários recém-contratados, que teriam usado acesso privilegiado para cadastrar fraudulentamente a biometria de “clientes”, na verdade, comparsas recrutados para se passar pelos titulares das contas.

Depois disso, o golpe seguia para a segunda etapa, os criminosos realizavam saques em lotéricas e repassavam o dinheiro para contas vinculadas ao esquema.

Até o momento, foram identificadas cerca de 20 contas fraudadas nas cidades de Guanambi, Salvador, Serrinha, Eunápolis, Feira de Santana, Castro Alves, Cachoeira, Euclides da Cunha, Conceição do Coité e Itamarajú.

A PF cumpre dois mandados de suspensão do exercício da função pública contra empregados da Caixa, além de três mandados de busca e apreensão em Belém (PA) e Dom Eliseu (PA). Houve também bloqueio judicial das contas do grupo, para evitar que o dinheiro continue sendo pulverizado.

O nome da operação, Mimetismo, faz referência ao mecanismo de camuflagem usado por animais na natureza, uma metáfora para o modo como os fraudadores imitavam a identidade das vítimas para ocultar o crime.

Os envolvidos poderão responder por furto mediante fraude, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informação e outros crimes previstos na legislação penal.

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