Mirelle Pinheiro

“Fruto de rebeldia”, diz mãe de jovem “desertora” esquartejada pelo CV

Em um possível ato de vingança, a jovem foi esquartejada, teve uma das mãos colocada dentro de uma bolsa e um bilhete na boca

atualizado

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Li Lima e a filha Ana Luiza Lima Brito, de 21 anos
1 de 1 Li Lima e a filha Ana Luiza Lima Brito, de 21 anos - Foto: Reprodução

A mãe da jovem assassinada e esquartejada por integrantes do Comando Vermelho (CV) usou as redes sociais para fazer um desabafo sobre a morte cruel da filha. Identificada como Li Lima (foto em destaque), a mulher relatou que filha Ana Luiza Lima Brito, de 21 anos, não ouviu os seus conselhos e acabou seguindo na vida do crime. Ela disse que não busca justiça nem quer saber quem cometeu o crime: “A justiça não vai trazer minha filha de volta”. Em tom de alerta, a mãe ainda refletiu sobre as escolhas da filha: “O que aconteceu com minha filha é fruto de desobediência. Fruto da rebeldia, de achar que é dona do mundo”.

Ela também disse que tentou encontrar oportunidades de emprego para a garota. “Tentei tirar ela dessa vida, ofereci para trabalhar comigo, mas Ana Luiza já tinha 21 anos e eu não podia obrigar, né?”.

Em um possível ato de vingança, a Ana Luiza foi esquartejada, teve uma das mãos colocada dentro de uma bolsa e um bilhete foi inserido em sua boca. O conteúdo do recado ainda não foi divulgado pela polícia. O caso é investigado pela Polícia Civil de Eunápolis, no extremo sul da Bahia.

O corpo da jovem foi encontrado na manhã dessa quarta-feira (25/6), esquartejado, às margens de uma estrada de terra no bairro Delta Park, nas imediações da BR-367.

Segundo as investigações, Ana Luiza foi assassinada por integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção aliada ao Comando Vermelho (CV). A motivação seria a suspeita de que ela tivesse delatado o paradeiro de Matheus Rodrigues de Souza, de 24 anos, para rivais do Bonde do Maluco (BDM), grupo ao qual ela estaria migrando. Matheus foi morto a tiros na noite de segunda-feira (23), no bairro Gusmão.

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Câmeras de segurança registraram o momento em que Matheus foi executado em um estabelecimento comercial. A polícia acredita que a jovem tenha facilitado o ataque. Ana e Matheus não tinham um relacionamento estável. Segundo a polícia, estavam se envolvendo há cerca de uma semana, desde que ele deixou o sistema prisional.

O homem suspeito de matar Matheus já foi identificado pela polícia e é apontado como executor de desafetos do BDM em Eunápolis. O nome dele é mantido em sigilo para não comprometer as investigações. Já sobre o assassinato de Ana Luiza, a autoria ainda está sendo apurada.

Imagens do assassinato de Ana circulam em redes sociais e mostram cenas de extrema violência, incluindo partes do esquartejamento. A polícia reforça que compartilhar esse tipo de conteúdo configura crime.

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