
Mirelle PinheiroColunas

Fraude no INSS: PF apreende bolsa de crocodilo de quase R$ 400 mil
Nesta terça (17/3), uma nova operação foi deflagrada no Ceará e no DF. A coluna apurou que uma das bolsas custa cerca de R$ 400 mil
atualizado
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Durante a Operação Indébito, desdobramento da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira (17/3) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), foram apreendidas diversas bolsas de luxo supostamente compradas com dinheiro retirado de aposentados sem consentimento.
A ação faz parte da investigação de um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões. O caso foi revelado pelo Metrópoles.
Policiais federais e auditores da CGU cumpriram 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares diversas, no Ceará e no Distrito Federal (DF). Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam.
A coluna apurou que um dos objetos de luxo sequestrados trata-se de uma bolsa Hermés Birkin de couro de crocodilo. A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.
Os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em procedimentos sob a relatoria do Ministro André Mendonça. Eles têm como finalidade aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto, para esclarecer a prática de crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, de constituição de organização criminosa, de estelionato previdenciário e de atos de ocultação e de dilapidação patrimonial.
Pilhas de dinheiro
Durante o cumprimento de mandados nesta terça (17), a PF achou pilhas de dinheiro vivo e carros de luxo em endereços ligados aos investigados da Operação Indébito, ação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
A coluna apurou que as pilhas de dinheiro foram encontradas com Igor Oliveira Freitas, apontado como secretário pessoal da advogada Cecília Rodrigues Mota, considerada uma das líderes da organização criminosa e presa na manhã desta terça.
Segundo as investigações, Igor atuava diretamente na logística e nas operações do esquema, sendo responsável por movimentações financeiras e apoio à principal investigada.
Os alvos
A deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), sofreu buscas em seus endereços e vai precisar usar tornozeleira eletrônica. Já os mandados de prisão miram o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota. Segundo a apuração, eles atuavam com o apoio de testas de ferro para movimentar os valores.
Em nota divulgada por sua assessoria, a deputada afirma que “não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.
“Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão; Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, finalizou.
Também foi informado que o advogado Waldir Xavier, que defende a deputada, se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso.












