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Mirelle Pinheiro

PF encontra pilhas de dinheiro com operadores de esquema no INSS

A operação também tem como um dos alvos a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE)

17/03/2026 09:21, atualizado 17/03/2026 13:00
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PF/Divulgação
PF encontra pilhas de dinheiro com operadores de esquema no INSS. Natjo é apontado como líder do núcleo cearense

Durante o cumprimento de mandados nesta terça-feira (17/3), a Polícia Federal achou pilhas de dinheiro vivo e carros de luxo em endereços ligados aos investigados da Operação Indébito, ação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.

A coluna apurou que as pilhas de dinheiro foram encontradas com Igor Oliveira Freitas, apontado como secretário pessoal da advogada Cecília Rodrigues Mota, considerada uma das líderes da organização criminosa e presa na manhã desta terça.

Segundo as investigações, Igor atuava diretamente na logística e nas operações do esquema, sendo responsável por movimentações financeiras e apoio à principal investigada.

Núcleo do esquema

A operação também tem como um dos alvos a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

De acordo com a apuração, Gorete teria ligação com uma das associações investigadas e recebeu procuração para firmar acordos com o INSS, o que permitia a implementação de descontos diretamente nos benefícios de aposentados.

As investigações também apontam que ela movimentou cerca de R$ 245 mil em transações consideradas suspeitas entre 2018 e 2023.

Em nota divulgada por sua assessoria, a deputada afirma que “não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.

“Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão; Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, finalizou.

Também foi informado que o advogado Waldir Xavier, que defende  a deputada, se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso.

Operadores presos

Entre os principais nomes do esquema estão:
• Natjo de Lima Pinheiro, empresário do setor de saúde, apontado como um dos operadores financeiros e preso na ação;
• Cecília Rodrigues Mota, advogada e integrante do núcleo operacional, também presa, que atuaria na coordenação do esquema com o uso de intermediários.

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava dados falsos inseridos em sistemas oficiais para autorizar descontos indevidos diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas, sem qualquer autorização das vítimas.

O esquema pode ter movimentado bilhões de reais em todo o país.

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Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos
A coluna apurou que um dos objetos de luxo sequestrados trata-se de uma bolsa Hermés Birkin de couro de crocodilo
A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.
Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam
Duas pessoas foram presas
As medidas foram cumpridas no Ceará e no DF
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As medidas foram cumpridas no Ceará e no DF

Divulação/PF
Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos
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Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos

Divulação/PF
A coluna apurou que um dos objetos de luxo sequestrados trata-se de uma bolsa Hermés Birkin de couro de crocodilo
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A coluna apurou que um dos objetos de luxo sequestrados trata-se de uma bolsa Hermés Birkin de couro de crocodilo

Divulação/PF
A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.
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A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.

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Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam
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Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam

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Duas pessoas foram presas
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Duas pessoas foram presas

Divulação/PF

Operação

A Operação Indébito é um desdobramento da Operação Sem Desconto, revelada pelo Metrópoles.

Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e outras medidas cautelares no Distrito Federal e no Ceará.

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

A coluna procurou a defesa dos citados, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.