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Mirelle Pinheiro

Desconto no INSS: PF prende operadores e mira deputada; veja quem são

Entre os principais alvos da Operação Indébito, deflagrada nesta terça-feira (17/3), está a ex-deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB)

17/03/2026 07:58, atualizado 17/03/2026 12:57
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Reprodução
Documento apontou esquema no INSS

A coluna apurou que, entre os principais alvos da Operação Indébito, deflagrada nesta terça-feira (17/3) e que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS, está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, esquema revelado pelo Metrópoles, que investiga a inclusão de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas em todo o país.

Veja quem são os alvos

  • Maria Gorete Pereira: deputada federal e fisioterapeuta, Gorete é apontada como ligada a uma das associações investigadas. Segundo a apuração, ela recebeu procuração da Aapen, com poderes para firmar acordo com o INSS. Na prática, isso lhe garantia ampla autonomia para viabilizar descontos diretamente nos benefícios de aposentados. A investigação também aponta que ela movimentou cerca de R$ 245 mil em transações consideradas suspeitas entre 2018 e 2023.
  • Natjo de Lima Pinheiro: empresário do setor de saúde, é apontado pela Justiça como um dos principais operadores do esquema. Segundo a investigação, ele atuava na gestão das associações e no fluxo financeiro de valores considerados elevados, provenientes dos descontos indevidos. Ele foi preso na operação desta terça-feira.
  • Cecília Rodrigues Mota: advogada, também presa na ação, é apontada como integrante do núcleo operacional. De acordo com a PF, ela atuava ao lado de Natjo na estrutura do esquema, com uso de intermediários para movimentações financeiras.

As investigações indicam que o grupo utilizava dados falsos inseridos em sistemas oficiais para autorizar cobranças diretamente nos contracheques de aposentados, muitas vezes sem qualquer consentimento das vítimas.

O esquema pode ter movimentado bilhões de reais e atingido beneficiários em diversas regiões do país.

Em nota divulgada por sua assessoria, a deputada afirma que “não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.

“Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão; Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, finalizou.

Também foi informado que o advogado Waldir Xavier, que defende  a deputada, se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso.

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A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.
Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam
Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos
As medidas foram cumpridas no Ceará e no DF
Duas pessoas foram presas
A coluna apurou que um dos objetos de luxo sequestrados trata-se de uma bolsa Hermés Birkin de couro de crocodilo
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A coluna apurou que um dos objetos de luxo sequestrados trata-se de uma bolsa Hermés Birkin de couro de crocodilo

Divulação/PF
A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.
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A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.

Divulação/PF
Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam
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Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam

Divulação/PF
Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos
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Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos

Divulação/PF
As medidas foram cumpridas no Ceará e no DF
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As medidas foram cumpridas no Ceará e no DF

Divulação/PF
Duas pessoas foram presas
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Duas pessoas foram presas

Divulação/PF

Operação

A PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e outras medidas cautelares no Distrito Federal e no Ceará.

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

A coluna procurou a defesa da ex-deputada, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.