Mirelle Pinheiro

Foto de dono da Choquei na prisão de GO vaza; defesa se manifesta

Raphael Sousa está preso em Aparecida de Goiânia (GO). Ele foi transferido na última sexta-feira (17/4)

atualizado

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Dono do Choquei, Raphael Sousa Oliveira, preso em GO
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A foto de identificação de Raphael Sousa Oliveira (foto em destaque), de 31 anos, registrada no momento de sua entrada no sistema penitenciário de Goiás, foi vazada nas redes sociais. O criador da página Choquei foi transferido, na última sexta-feira (17/4), para o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia (GO). A mudança ocorreu após decisão da Justiça que manteve sua prisão preventiva.

No registro, o investigado aparece com o cabelo raspado, usando a tradicional farda amarela do sistema prisional goiano.

Após verificar o vazamento da foto, a coluna acionou a defesa de Raphael, que preferiu não se pronunciar sobre a quebra de sigilo da imagem.

“Por respeito à regularidade das investigações em curso e ao sigilo que as protege, a defesa não fará, neste momento, comentários sobre pontos específicos da apuração, reservando-se para prestar, no instante processual adequado, os esclarecimentos devidos, com o correspondente suporte probatório, perante as autoridades competentes e sob o crivo do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”, declarou a defesa por meio de nota.

Esquema de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal identificou a página Choquei não apenas como um perfil midiático, mas como uma peça estratégica dentro do esquema do cantor MC Ryan SP, que teria movimentado mais de R$ 260 bilhões. Segundo documentos obtidos pela coluna, o perfil teria sido utilizado para promover uma espécie de “lavagem de reputação” dos investigados.

O responsável pela página aparece ligado diretamente ao núcleo financeiro do grupo, com recebimento de valores e atuação na blindagem de imagem. “Agente associado às PJs em suposto smurfing fiscal, operando recebimentos de Tiago e Ryan para suposta blindagem moral, corporativa e de influência nas apostas online.”

A investigação indica que a página teria sido utilizada para promover plataformas de apostas ilegais e, ao mesmo tempo, suavizar ou abafar crises envolvendo integrantes do esquema. Ainda segundo a PF, o responsável pela página teria centralizado valores elevados em conta pessoal, caracterizando possível confusão patrimonial.

Em nota, os advogados Frederico Ferreira Moreira de Assis e Pedro Paulo Medeiros declararam que, como todo veículo do gênero, a página mantém contratos publicitários com marcas, artistas, gravadoras, agências e anunciantes diversos, “nos moldes regulares do mercado de mídia digital, com observância das obrigações tributárias correspondentes e atuação pautada pelas normas aplicáveis à atividade publicitária”.

“Os valores recebidos pela Choquei decorrem, conforme a documentação contábil e fiscal disponível à defesa, dessa atividade publicitária regular, prestada a contratantes diversos, em operações rotineiras e próprias ao setor.”

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