Fariseus: “missionária do CV” divulgou vídeo cantando louvor. Veja
Rhavenna Almeida, investigada por usar o projeto religioso para apoio à facção, aparece interpretando a canção "Deus de Obras Completas"

Um vídeo obtido pela coluna mostra Rhavenna Almeida (foto em destaque), investigada na Operação Fariseus, cantando a música de louvor Deus de Obras Completas, da cantora Kemilly Santos. O registro integra o conjunto de imagens analisadas pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) durante as investigações sobre o suposto uso de um projeto religioso para dar suporte ao Comando Vermelho (CV).
“E é assim para você. Você vai viver a totalidade da promessa. O Deus de obras completas vai fazer cumprir na hora certa. Não vou temer. O projeto vem de quem não erra. O Deus de obras completas vai fazer cumprir na hora certa. E eu creio que, na hora certa, a sua vitória vai chegar”, diz o trecho da gravação.
Segundo a corporação, Rhavenna mantinha ligação com integrantes da facção e utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, vinculado à igreja onde seus pais atuam como pastores, para manter contato com presos e foragidos da facção.
A mulher também é apontada pela polícia como namorada do criminoso foragido Jonas Souza Gonçalvez Júnior, conhecido como “Batman”.
De acordo com a polícia, o vídeo foi extraído de aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAs investigações também reuniram fotos e outros vídeos que mostram Rhavenna ao lado de integrantes do CV em comunidades do Rio de Janeiro e segurando uma arma de fogo banhada a ouro. Além dela, seus familiares também aparecendo posando com fuzis e armamentos.
A apuração da PCMT aponta que o material reforça a hipótese de que a investigada mantinha vínculo com a facção além da atuação religiosa alegada pelos envolvidos.
Operação
A Operação Fariseus deflagrada nesta quinta-feira (16/7) investiga uma família suspeita de utilizar um projeto religioso como fachada para prestar apoio ao CV.
Segundo a Polícia Civil, os investigados aproveitavam o acesso às unidades prisionais por meio da atividade missionária para transmitir recados entre integrantes da facção, aproximar familiares de criminosos, movimentar dinheiro e prestar suporte à organização criminosa.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu, temporariamente, que eles ingressem em presídios por meio de projetos religiosos.
Além da suspeita de prestar apoio à facção, a investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro.
Conforme a polícia, recursos atribuídos à facção eram movimentados por meio de contas bancárias de familiares e terceiros para ocultar a origem dos valores. Parte do dinheiro teria sido utilizada para custear viagens, adquirir veículos e pagar procedimentos estéticos.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

























