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Mirelle Pinheiro

Fariseus: CV presenteou "missionária" da facção com cirurgia plástica

Investigações da Polícia Civil do MT apontam que Rhavenna Almeida era sustentada pelo Comando Vermelho para lavar dinheiro para a facção

17/07/2026 09:36, atualizado 17/07/2026 09:48
Material cedido ao Metrópoles
Fariseus: CV presenteou “missionária” da facção com cirurgia plástica

As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso apontam que Rhavenna Almeida (foto em destaque), a missionária do Comando Vermelho (CV) investigada na Operação Fariseus, deflagrada nessa quinta-feira (16/7), recebia benefícios da facção criminosa em troca de lavar dinheiro para o grupo.

Em coletiva de imprensa, o delegado da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas, revelou que a facção chegou a custear cirurgia plástica para a mulher.

“Eles ganhavam proteção dos membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa (Rhavenna) teve cirurgia plástica paga por um líder da facção.”

A investigada é, segundo a Polícia Civil, namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, criminoso conhecido como “Batman”. Os levantamentos apontam que ela utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, vinculado à igreja em que seus pais atuam como pastores, para manter contato com integrantes do CV, incluindo presos e foragidos.

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Os investigadores também consideram relevantes os registros de videochamadas entre Rhavenna e lideranças criminosas foragidas
Rhavenna costumava tirar fotos com armas
Ela já ostentou um fuzil banhado a ouro
A investigada é, segundo a Polícia Civil, namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, criminoso conhecido como "Batman"
O homem está foragido desde 2024
A mulher atua como missionária do CV
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A mulher atua como missionária do CV

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Os investigadores também consideram relevantes os registros de videochamadas entre Rhavenna e lideranças criminosas foragidas
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Os investigadores também consideram relevantes os registros de videochamadas entre Rhavenna e lideranças criminosas foragidas

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Rhavenna costumava tirar fotos com armas
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Rhavenna costumava tirar fotos com armas

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Ela já ostentou um fuzil banhado a ouro
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Ela já ostentou um fuzil banhado a ouro

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A investigada é, segundo a Polícia Civil, namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, criminoso conhecido como "Batman"
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A investigada é, segundo a Polícia Civil, namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, criminoso conhecido como "Batman"

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O homem está foragido desde 2024
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O homem está foragido desde 2024

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O papel da missionária

A suspeita é de que, além dessa aproximação, a investigada desempenhasse funções de apoio à comunicação e à logística da facção.

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Os investigadores identificaram ainda que a jovem realizava viagens frequentes ao RJ, onde permanecia em comunidades dominadas pelo CV. Em uma dessas ocasiões, ela teria visitado o imóvel utilizado por “Batman”, que está foragido da Justiça desde 2024.

Fotos e vídeos apreendidos mostram Rhavenna segurando um fuzil banhado a ouro. O material foi extraído de aparelhos eletrônicos apreendidos durante a ação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Os investigadores também consideram relevantes os registros de videochamadas entre Rhavenna e lideranças criminosas foragidas. Em um dos vídeos analisados, um conselheiro do CV participa da conversa enquanto outro integrante da facção aparece efetuando disparos de fuzil em uma comunidade carioca.

Operação Fariseus

A Operação Fariseus foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (16/7) para investigar uma família suspeita de utilizar um projeto religioso como fachada para prestar apoio ao Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Civil, os investigados aproveitavam o acesso às unidades prisionais por meio da atividade missionária para manter contato com presos da facção, transmitir recados, aproximar familiares de criminosos, movimentar dinheiro e oferecer suporte logístico à organização criminosa.

Durante a operação, foram cumpridos mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu, temporariamente, que eles ingressem em presídios por meio de projetos religiosos.

Além da suspeita de prestar apoio ao CV, a investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro.

Conforme a corporação, valores atribuídos à facção eram movimentados por meio de contas bancárias de familiares e terceiros para ocultar a origem dos recursos. Parte do dinheiro teria sido utilizada para custear viagens, adquirir veículos e pagar procedimentos estéticos.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.