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Mirelle Pinheiro

Ex-PM é morto por cabo após invadir marmoraria para cobrar dívida

Ednilton Rafael Santos Costa morreu após ser atingido por cerca de cinco disparos de fuzil em Sinop (MT)

09/07/2026 17:55
Material cedido ao Metrópoles
Ex-PM é morto por cabo após invadir marmoraria para cobrar dívida

O cabo da Polícia Militar (PM) Jefferson de Oliveira Miranda matou o ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa (foto em destaque), de 36 anos, durante uma ocorrência registrada na manhã dessa quarta-feira (8/7), em uma marmoraria de Sinop (MT).

Segundo a Polícia Civil, Ednilton foi encontrado caído em frente à porta do local, já sem sinais vitais. A perícia constatou, preliminarmente, que ele foi atingido por aproximadamente cinco disparos de arma de fogo, um deles no rosto. Ao lado do corpo, os policiais localizaram uma pistola calibre .380.

As equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e do Instituto Médico Legal (IML) realizaram os trabalhos periciais e removeram o corpo.

Investigação

De acordo com as investigações iniciais, Ednilton teria ido ao estabelecimento para cobrar uma suposta dívida do proprietário. A principal hipótese apurada pela polícia, porém, é de que ele pretendia matar o empresário, que vinha sofrendo ameaças havia algumas semanas.

Temendo pela própria segurança, o dono da marmoraria teria pedido que o amigo, o cabo da PM, permanecesse no local para reforçar a proteção da empresa.

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Segundo informações preliminares, o ex-policial chegou à marmoraria em uma caminhonete Amarok branca. Ao entrar no estabelecimento, teria sacado uma arma de fogo para abrir a porta de vidro. Nesse momento, o policial militar tentou abordá-lo e, ao perceber que ele tentava sacar a arma, efetuou os disparos.

Conforme o boletim de ocorrência obtido pela coluna, a perícia verificou que os disparos partiram do interior do escritório da marmoraria. Após atingirem a vítima, os projéteis ainda acertaram a parede de um barracão existente no imóvel.

Os investigadores constataram que o equipamento responsável pelo sistema de monitoramento da empresa não estava no local, o que impossibilitou o acesso imediato às imagens internas.

Inicialmente, havia indícios de que o equipamento pudesse ter sido retirado após o crime. No entanto, a proprietária da marmoraria informou aos policiais que o aparelho havia sido removido anteriormente em razão de uma mudança prevista na empresa.

Apesar disso, a equipe conseguiu obter imagens de câmeras de segurança de uma transportadora vizinha, que foram encaminhadas à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop para auxiliar nas investigações.

Em nota, a Polícia Civil informou que, considerando as provas reunidas até o momento, incluindo imagens de câmeras de segurança externas, não havia elementos suficientes para configurar situação de flagrante. Os dois homens presentes no local no momento do crime foram ouvidos e liberados e responderão ao inquérito em liberdade.

Durante o interrogatório, os suspeitos afirmaram que agiram em legítima defesa.

O 3º Comando Regional da Polícia Militar instaurou procedimento administrativo para apurar a atuação do policial militar. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias, a dinâmica e a motivação do homicídio.