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Mirelle Pinheiro

Copa 2026: MP liga Virginia a esquema de captação de apostadores

Segundo ação, influenciadora fez parte de estratégia de publicidade, campanhas e outras ações para ampliar número de apostas

09/07/2026 16:48, atualizado 09/07/2026 16:53
Instagram/Reprodução
Virginia Fonseca

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sustenta que Virginia Fonseca fazia parte de um esquema estruturado da Blaze para captar apostadores durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo a ação civil pública, a atuação da influenciadora integrou uma campanha coordenada que reuniu publicidade intensificada nos jogos, envio de e-mails promocionais e o uso de criadores de conteúdo para estimular apostas.

De acordo com o promotor Paulo Roberto Binicheski, as investigações conduzidas pela Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) apontam que a participação da influenciadora “não foi episódica”, mas inserida em um “modelo sistemático e estruturado de captação de apostadores” desenvolvido pela Blaze durante o torneio mundial.

Segundo o MP, a plataforma intensificou suas campanhas justamente durante as partidas da Copa do Mundo de 2026, aproveitando o elevado engajamento do público e a mobilização emocional provocada pelo evento esportivo para incentivar apostas.

Na petição divulgada pela coluna Grande Angular, o MP afirma que esse modelo operava em diferentes frentes ao mesmo tempo. Além da atuação de influenciadores digitais de grande alcance, a Blaze teria promovido publicidade significativa durante os jogos, disparado e-mails promocionais e adotado modelos de remuneração vinculados ao desempenho financeiro da plataforma.

Além disso, segundo o órgão, as estratégias eram direcionadas principalmente a pessoas em situação de hipervulnerabilidade econômica, atraídas pela promessa de obtenção de renda extra por meio das apostas e pela identificação com figuras públicas responsáveis pela divulgação das plataformas.

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Investigações

O MP afirma que as apurações sobre a Blaze tiveram início em 2023, quando já haviam sido identificadas campanhas com celebridades e influenciadores digitais para atrair consumidores por meio da promessa de ganhos rápidos e fáceis.

Segundo a ação, naquele período a empresa ainda operava sem autorização federal para explorar apostas de quota fixa.

O processo foi resultado do inquérito civil instaurado para investigar a plataforma de apostas on-line Blaze, como divulgado anteriormente pela coluna.