Mirelle Pinheiro

EUA após prisão de Marset: “Reinado de terror e caos chegou ao fim”

Dono de uma extensa ficha criminal e investigado por autoridades de vários países, o uruguaio Sebastián Marset foi preso na sexta (13/3)

atualizado

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Marset
1 de 1 Marset - Foto: Reprodção/Senad

Após a prisão do megatraficante uruguaio Sebastián Enrique Marset Cabrera (foto em destaque), de 34 anos, na última sexta-feira (13/3), o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado se pronunciou publicamente por meio das redes sociais. Tatiana Marset Alba, meia-irmã do do megatraficante, também foi presa.

Em publicação no X, o Escritório afirmou que o “reinado de terror e caos do traficante chegou ao fim”. “Graças à liderança do presidente Rodrigo Paz e à crescente cooperação entre as forças policiais dos EUA e da Bolívia, o notório narcotraficante Marset enfrentará a Justiça.”

A publicação ainda diz que o “Escudo das Américas” – medida lançada pelo governo do presidente Donald Trump nas últimas semanas, com o objetivo de intensificar o combate a cartéis e organizações criminosas em todo o continente – está fortalecendo a região.

Segundo a Senad Paraguai, após a captura, Marset foi expulso da Bolívia, transportado para o aeroporto de Viru Viru e transferido aos Estados Unidos, onde voltou a responder a acusações relacionadas a tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

À coluna, o advogado brasileiro Eduardo Mauricio e o advogado uruguaio Santiago Moratório argumentaram que as provas digitais geradas durante a operação A Ultranza, no âmbito de uma das investigações contra Marset, teriam sido manipuladas pela polícia francesa. ”Marset desconhece essas mensagens e nunca fez uso do referido telefone criptografado, sendo um empresário internacional de conduta ilibada.”
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O traficante mais procurado do mundo, Sebastian Marset
O governo dos EUA chegou a oferecer US$ 2 milhões a quem tivesse informações sobre o traficante
Ligado ao PCC, traficante procurado pelos EUA é preso na Bolívia
Pouco após a prisão, o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado afirmou, em publicação no X, que o reinado de terror e caos de Sebastián Marset havia terminado
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Pouco após a prisão, o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado afirmou, em publicação no X, que o reinado de terror e caos de Sebastián Marset havia terminado

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O traficante mais procurado do mundo, Sebastian Marset
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O traficante mais procurado do mundo, Sebastian Marset

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O governo dos EUA chegou a oferecer US$ 2 milhões a quem tivesse informações sobre o traficante
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O governo dos EUA chegou a oferecer US$ 2 milhões a quem tivesse informações sobre o traficante

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Ligado ao PCC, traficante procurado pelos EUA é preso na Bolívia
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Ligado ao PCC, traficante procurado pelos EUA é preso na Bolívia

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Ficha criminal extensa

Marset é dono de uma ficha criminal extensa, investigado por autoridades de vários países. O governo dos EUA chegou a oferecer US$ 2 milhões a quem tivesse informações sobre o traficante. A prisão de Marset ocorreu logo após surgirem informações de que o governo de Trump avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Ele foi acusado de enviar mais de 16 toneladas de cocaína pura da Bolívia para a Europa, comandar uma rede milionária de lavagem de dinheiro com empresas de fachada, corromper instituições nos três países em que atua, além de financiar e ordenar homicídios ligados a disputas do tráfico.

Em novembro do ano passado, a coluna noticiou, com exclusividade, logo após a operação mais letal da história contra o Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, que Marset havia se unido ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O vídeo exclusivo mostra Marset reunido com lideranças do PCC. Ele fazia ameaças diretas a rivais e forças policiais e ameaçava provocar uma guerra na fronteira do Brasil.

A gravação teria sido feita em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde Marset mantém sua base de operações. No vídeo, ele aparece portando um fuzil e cercado de aliados armados, diante de bandeiras e símbolos que remetem ao PCC e à atuação do grupo também no Paraguai.

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