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Mirelle Pinheiro

Aliado do PCC, Sebastián Marset foi preso em ação do “escudo” de Trump

O megatraficante foi preso na última sexta (13/3). Ele estava no topo da lista vermelha da Interpol

16/03/2026 11:37, atualizado 16/03/2026 12:43
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Arte/Metrópoles
traficante mais procurado do mundo, Sebastian Marset

O megatraficante uruguaio Sebastián Enrique Marset Cabrera (foto em destaque), de 34 anos, preso na última sexta-feira (13/3), foi capturado na Bolívia durante uma operação policial conjunta com autoridades dos Estados Unidos. A ação faz parte do “Escudo das Américas”, medida lançada pelo governo do presidente Donald Trump nas últimas semanas com o objetivo de intensificar o combate a cartéis e organizações criminosas em todo o continente.

Marset é dono de uma ficha criminal extensa, investigado por autoridades de vários países. O governo dos EUA chegou a oferecer US$ 2 milhões a quem tivesse informações sobre o traficante. A prisão de Marset ocorreu logo após surgirem informações de que o governo de Trump avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Pouco após a prisão, o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado afirmou, em publicação no X, que o reinado de terror e caos de Sebastián Marset havia terminado. A nota ainda atribuiu o resultado desta operação à cooperação entre EUA e Bolívia.

O texto cita o “Escudo das Américas” e afirma que a iniciativa torna a região “mais segura e mais forte”.

Após a captura, Marset foi transportado para o aeroporto de Viru Viru e transferido aos Estados Unidos, onde voltou a responder a acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

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Pouco após a prisão, o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado afirmou, em publicação no X, que o reinado de terror e caos de Sebastián Marset havia terminado
O governo dos EUA chegou a oferecer US$ 2 milhões a quem tivesse informações sobre o traficante
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O governo dos EUA chegou a oferecer US$ 2 milhões a quem tivesse informações sobre o traficante

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Pouco após a prisão, o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado afirmou, em publicação no X, que o reinado de terror e caos de Sebastián Marset havia terminado
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Pouco após a prisão, o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado afirmou, em publicação no X, que o reinado de terror e caos de Sebastián Marset havia terminado

Reprodução/X

Aliado do PCC

Em novembro do ano passado, a coluna noticiou, com exclusividade, logo após a operação mais letal da história contra o Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, que Marset havia se unido ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O vídeo exclusivo mostra Marset, reunido com lideranças do PCC. Ele fazia ameaças diretas a rivais e forças policiais e ameaçava provocar uma guerra na fronteira do Brasil.

A gravação teria sido feita em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde Marset mantém sua base de operações. No vídeo, ele aparece portando um fuzil e cercado de aliados armados, diante de bandeiras e símbolos que remetem ao PCC e à atuação do grupo também no Paraguai.

Quem é Sebastián Marset

Conhecido como El Jugador, o Jogador, o uruguaio é tratado por agências internacionais como um dos maiores chefes do narcotráfico na América do Sul.

Ele estava no topo da lista vermelha da Interpol e era procurado pela DEA (EUA). 

Marset é acusado de:

• Enviar mais de 16 toneladas de cocaína pura da Bolívia para a Europa;

• Comandar uma rede milionária de lavagem de dinheiro com empresas de fachada;

• Corromper instituições nos três países em que atua;

• Financiar e ordenar homicídios ligados a disputas do tráfico.

Ele chegou a comprar um time de futebol na Bolívia, no qual atuava em campo como atleta profissional, sob identidade brasileira falsificada.

À coluna, o advogado brasileiro Eduardo Mauricio e o advogado uruguaio Santiago Moratório argumentaram que as provas digitais geradas durante a operação A Ultranza, no âmbito de umas das investigações contra Marset, teriam sido manipuladas pela polícia francesa. ”Marset desconhece essas mensagens e nunca fez uso do referido telefone criptografado, sendo um empresário internacional de conduta ilibada.”