
Mirelle PinheiroColunas

Curi nega uso político em operação que prendeu vereador. Veja vídeo
O chefe da PCERJ, Felipe Curi, se pronunciou por meio de vídeo após a operação Red Legacy virar objeto de debate político
atualizado
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O secretário de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), Felipe Curi, se pronunciou, nesta quinta-feira (12/3), por meio de um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, após a operação Red Legacy, deflagrada nessa quarta (11), virar objeto de debate político e provocar conflitos entre o governador Cláudio castro (PL) e o prefeito do Rio de Janeiro (RJ) Eduardo Paes (PSD).
A ação policial culminou na prisão do vereador Salvino de Oliveira Barbosa (PSD). Segundo a investigação, ele, que atua na Câmara Municipal do Rio, teria recebido autorização de lideranças do tráfico para atuar politicamente na comunidade da Gardênia Azul, na zona oeste da capital.
No vídeo, Curi ressaltou que a investigação que resultou na prisão do vereador Salvino Oliveira Barbosa teve início em 15 de outubro de 2024 e passou por diferentes etapas até a execução dos mandados neste mês.
Segundo ele, a representação pela prisão do parlamentar foi formalizada em 1º de janeiro de 2026. O pedido foi analisado pelo Ministério Público, que emitiu parecer favorável à medida no dia 21 de janeiro.
“O Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro autorizou os mandados de prisão em 27 de fevereiro de 2026 e os mandados foram expedidos, efetivamente, no dia 3 de março de 2026. Ou seja, a análise da prisão passou por três esferas diferentes e independentes: A PCERJ, o MP e o Poder Judiciário”, rebateu Curi.
“Não é decisão de governo, é uma decisão da Justiça. Existe uma prova ainda mais clara de que essa investigação é séria e não tem qualquer lado político: ela cortou na própria carne do estado, disse Curi, destacando que seis policiais militares foram presos, inclusive dois oficiais.
“A polícia não escolhe alvo por posição política, por grupo ou por conveniência. Se durante uma investigação aparecem provas de crime, a polícia faz o que a lei manda, investiga, pede a prisão, a justiça e prende. Por tudo isso, a operação que resultou na prisão do vereador foi legal e legítima”, finalizou.
Embate entre Paes e Castro
Após as operações deflagradas nas últimas semanas, tanto pela Polícia Federal (PF) quanto pela Polícia Civil, Paes e Castro passaram a comentar sobre em suas redes sociais.
Após o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena ter sido preso na segunda-feira (9/3), por suspeita de integrar um grupo que vendia influência dentro da administração pública para favorecer o Comando Vermelho e o tráfico de drogas, Paes publicou nas que teria “perdido a conta” de quantos integrantes do governo estadual já foram presos por ligação com o crime organizado.
Em um vídeo, ele disse, ainda, que alguns dos políticos que se apresentam como duros no combate ao crime seriam, na prática, “tchutchucas do Comando Vermelho”.
Já após a prisão de Salvino, que já foi secretário de Paes, Cláudio Castro criticou, nas redes sociais, a gestão municipal.
O governador afirmou que a Polícia Civil havia prendido “o braço direito do CV dentro da Prefeitura do Rio” e disse que o parlamentar trabalhava “para bandido e não para o povo”.
