
Mirelle PinheiroColunas

PF mira lavagem de dinheiro de facção e pede bloqueio R$ 13 milhões
A ação tem como foco uma célula de facção criminosa com atuação na região de Santa Cruz do Sul
atualizado
Compartilhar notícia

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12/3), a Operação Vestigium Nummorum, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas no Rio Grande do Sul.
A ação tem como foco uma célula de facção criminosa com atuação na região de Santa Cruz do Sul. Ao todo, são cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão.
As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre.
A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias de 34 investigados, com valores que podem chegar a R$ 13 milhões, além do sequestro de 18 veículos.
As diligências são realizadas em endereços residenciais, empresas e também em estabelecimentos prisionais do estado.
A operação ocorre nas cidades de Santa Cruz do Sul, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Charqueadas, Sapucaia do Sul, Capão da Canoa, Terra de Areia, Gravataí, Canela e Campo Bom.
A operação conta com apoio do 23º Batalhão da Brigada Militar, da Polícia Penal do Rio Grande do Sul e da 10ª Coordenadoria Regional de Perícias.
Esquema
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram a participação de pessoas físicas e jurídicas que utilizavam contas bancárias para dar aparência de legalidade aos lucros obtidos com o tráfico de drogas.
Os investigadores identificaram movimentações financeiras suspeitas usadas para ocultar a origem do dinheiro, permitindo que os recursos fossem inseridos no sistema financeiro como se fossem provenientes de atividades lícitas.
Desdobramento
A ação desta quinta-feira é um desdobramento de uma operação realizada em 2024 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Sul (Ficco-RS).
Na ocasião, as autoridades investigaram uma facção criminosa com atuação no Vale dos Sinos. Agora, a PF busca atingir o braço financeiro e logístico da organização, responsável por movimentar e esconder os recursos obtidos com o tráfico.
