
Mirelle PinheiroColunas

Procuradora sofre ataques misóginos após gravar vídeo institucional
Gisele Bleggi Cunha sofre ataques preconceituosos por sua aparência física após participação em atividade em Sergipe
atualizado
Compartilhar notícia

A procuradora da República Gisele Bleggi Cunha foi alvo de ataques preconceituosos e comentários sobre sua aparência física nas redes sociais após a divulgação de um vídeo de sua participação em uma atividade institucional em Propriá (SE). As manifestações, de cunho sexista, geraram repúdio de comunidades e figuras públicas.
A OAB, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a deputada estadual Linda Brasil (PSOL) manifestaram apoio à procuradora e condenaram os ataques. O prefeito de Propriá, Luciano de Menininha, também lamentou o tratamento preconceituoso e misógino sofrido por Gisele e reforçou o apoio à procuradora.
A procuradora foi atacada por sua aparência física, especialmente sua forma de se vestir, após participar de uma palestra sobre meio ambiente em Propriá. As entidades e figuras públicas reforçam que a internet não é uma “terra sem lei” e que não se pode naturalizar a disseminação de ofensas e discurso de ódio contra mulheres em espaços institucionais.
