
Mirelle PinheiroColunas

Bando aplica golpes em série contra idosos e ganha mais de R$ 1 milhão
Os criminosos atuavam dentro das agências se passando por funcionários da instituição financeira. O prejuízo chega a mais de R$ 1,6 milhão.
atualizado
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desarticulou uma quadrilha especializada em crimes bancários em quatros estados. A investigação que começou após vários registros de ocorrências feitas pelas vítimas, resultou na prisão de quatro homens.
Os criminosos atuavam dentro das agências bancárias se passando por funcionários da instituição financeira e ofereciam auxílio às vítimas na utilização dos terminais de autoatendimento, em sua maioria idosos.
Segundo as investigações, somente em Belo Horizonte foram identificados 34 crimes praticados ao longo de 2025, causando prejuízo superior a R$ 200 mil às vítimas. Conforme levantado junto à instituição financeira, o grupo teria lesado o banco no montante de R$ 1,6 milhão em diferentes localidades, incluindo os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
As investigações, a cargo da 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro, tiveram início a partir de registros de ocorrências feitos por vítimas, em sua maioria idosos, clientes de um banco que relataram prejuízos após abordagens suspeitas dentro de agências na capital mineira.
Ao todo, mais de 30 vítimas foram identificadas no curso da investigação. Aproveitando-se da confiança e da vulnerabilidade das pessoas abordadas, os suspeitos conseguiam acesso às contas bancárias e realizavam saques indevidos sem que as vítimas percebessem a fraude naquele momento.
Segundo o delegado Alessandro Carlos Rodrigues, as investigações indicaram que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas.
Enquanto um dos integrantes abordava e distraía a vítima no interior da agência, outro realizava as transações fraudulentas nos caixas eletrônicos.
Havia, ainda, participantes responsáveis pelo suporte logístico e pelo monitoramento do ambiente externo das agências durante a execução dos golpes.
Durante as apurações, os policiais civis realizaram análise detalhada de imagens de segurança das agências bancárias, oitivas de vítimas e testemunhas, autos formais de reconhecimento e outros procedimentos investigativos que permitiram identificar a dinâmica criminosa e a participação dos investigados.
As apurações também indicaram que os suspeitos possuem extensa ficha criminal e seriam integrantes de organização criminosa com origem no estado de São Paulo, que se deslocava periodicamente para outras unidades da federação para aplicar golpes semelhantes.
Diante do conjunto de provas reunidas, a PCMG representou pela prisão preventiva dos investigados. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário, sendo cumprida no estado de São Paulo em ação integrada entre as polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo (PCESP), resultando na prisão de um dos integrantes do grupo.
Os outros indiciados responderão pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e receptação. As investigações apontam que a organização criminosa pode ser composta por um número estimado entre 13 e 18 integrantes.
