Mirelle Pinheiro

Cunhado de Beira-Mar usava identidade falsa para não ser preso. Veja vídeo

As análises feitas pelo Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP) da Polícia Civil RJ confirmaram a identidade

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Marinilson Carneiro da Silva
1 de 1 Marinilson Carneiro da Silva - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Para localizar e capturar Marinilson Carneiro da Silva (foto em destaque), os investigadores contaram com o trabalho fundamental da perícia. O criminoso, que é cunhado de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, utilizava um documento falso do Estado de São Paulo (SP) para tentar despistar as autoridades.

Análises do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), comprovaram, por meio de técnicas de reconhecimento facial, que se tratava do mesmo homem.

Com essa confirmação, os policiais identificaram sua residência em São Paulo e seguiram para lá, mas descobriram que ele havia se deslocado para Pernambuco. A Polícia Civil fluminense, então, acionou a força de segurança pernambucana para auxiliar na localização e prisão.

Marinilson foi preso nessa sexta-feira (13/2) e é apontado como o principal responsável pela aquisição e distribuição de drogas do Comando Vermelho (CV).

A prisão

O criminoso foi localizado em Cabrobó, no chamado Polígono da Maconha, por policiais civis da 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá), em ação conjunta com a Ditel e a Delegacia de Cabrobó, em Pernambuco (PE).

Segundo as investigações, ele era responsável pela manutenção de rotas, negociação com produtores e inspeção da qualidade da droga fornecida por Beira-Mar para diversas comunidades do Rio de Janeiro.

Sua organização criminosa operava em dois eixos principais:

  • Primeiro eixo: com centro em Mogi das Cruzes (SP), organiza rotas que passam pelo Centro-Sul do país, articulando-se com Paraguai, Bolívia e Colômbia.
  • Segundo eixo: com centro em Cabrobó (PE), funciona como via de mão dupla para o escoamento de cocaína para estados do Nordeste e de maconha para Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Território disputado

O Polígono da Maconha, onde Marinilson foi preso, é disputado por diversas facções. As rodovias BR-116, BR-232 e BR-316 atravessam a região, facilitando o escoamento da produção local de maconha.

A disputa pelo controle dessas rotas tem gerado violência, com confrontos entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Bonde do Maluco (BDM).

As investigações seguem em andamento, com o objetivo de capturar todos os envolvidos e enfraquecer a facção.

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