Mirelle Pinheiro

Coronel da PM é denunciado por ação ilegal durante busca por Peixão

Os crimes cometidos por Ivan Souza Blaz Júnior teriam ocorrido em ação que mirava o narcotraficante Álvaro Malaquias, o Peixão

atualizado

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Reprodução/Agência Brasil
tenente-coronel Ivan Souza Blaz Júnior
1 de 1 tenente-coronel Ivan Souza Blaz Júnior - Foto: Reprodução/Agência Brasil

O tenente-coronel da Polícia Militar Ivan Souza Blaz Júnior foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ), pelos crimes de constrangimento ilegal e invasão de domicílio. O órgão também requereu a suspensão da função pública do denunciado.

O episódio ocorreu em janeiro deste ano, em um prédio residencial no bairro do Flamengo, Zona Sul da capital fluminense. Os crimes teriam ocorrido durante ação que tinha como alvo o narcotraficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.

Segundo a denúncia, o tenente-coronel recebeu uma denúncia anônima de que o narcotraficante estaria visitando o pai em um apartamento no edifício. Na ocasião, Blaz era comandante do 2º Batalhão da PM (Botafogo) e, mesmo sem mandado judicial ou indícios concretos de crime em flagrante, autorizou a operação e o ingresso forçado de policiais militares no imóvel.

Segundo o MPRJ, o próprio comandante foi ao local, acompanhado de uma sargento, com quem simulou ser um casal, para tentar entrar no edifício, sem sucesso.

Sem se identificar formalmente como policial e portando uma lata de cerveja, Blaz teve sua entrada negada pelo porteiro do prédio. Ainda assim, permaneceu nas imediações aguardando oportunidade para ingressar no local. Aproveitando-se da movimentação na garagem, forçou a entrada junto com os demais militares mobilizados.

De acordo com os promotores de Justiça, já no interior do prédio, o denunciado sacou sua arma e constrangeu o porteiro a deitar-se no chão, obrigando-o em seguida a acompanhá-lo em diligência por todos os andares.

Blaz também determinou que dois moradores entregassem seus celulares e permanecessem sentados na portaria, sob vigilância da sargento que o acompanhava.

O processo tramita junto à Auditoria da Justiça Militar.

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