Mirelle Pinheiro

Mulher se passa por servidora da Receita para dar golpe milionário

Desde fevereiro de 2025, a criminosa e seus comparsas já movimentaram mais de R$ 7 milhões e fizeram cerca de 60 vítimas

atualizado

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Divulgação/PCERJ
Policiais civis do RJ
1 de 1 Policiais civis do RJ - Foto: Divulgação/PCERJ

Policiais civis da 15ªDelegacia de Polícia (Gávea) prenderam, nessa quinta-feira (3/7), uma mulher que se passava por funcionária da Receita Federal para aplicar golpes em idosos. Desde fevereiro de 2025, a criminosa e seus comparsas já movimentaram mais de R$ 7 milhões e fizeram cerca de 60 vítimas com o mesmo modus operandi. Ela foi capturada nas imediações do Hospital Getúlio Vargas, Zona Norte do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, a quadrilha atuava principalmente nas zonas Norte e Sul da capital. O golpe começava por meio de uma ligação telefônica, quando um dos criminosos entrava em contato com a vítima, identificando-se como servidor da Receita Federal, e alegava que havia um erro na declaração do Imposto de Renda de 2024, sugerindo que bens de alto valor não haviam sido corretamente declarados. Durante a conversa, o golpista induzia o idoso a revelar a existência de joias, dinheiro em espécie e outros bens em sua residência.

Seguindo o roteiro do golpe, um dos estelionatários informava ao idoso que uma funcionária da Receita entraria em contato para resolver a situação presencialmente. A autora então ia até a residência da vítima, se identificava falsamente como servidora pública e, em tom técnico e convincente, exigia a apresentação dos bens supostamente não declarados.

Além de recolher joias, aparelhos eletrônicos e obras de arte, a autora também solicitava transferências bancárias via pix, alegando que os valores seriam usados para regularizar a pendência. Em um dos casos investigados, ela chegou a levar um quadro original do artista Di Cavalcanti.

Nessa quinta-feira, os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva contra a falsa funcionária por associação criminosa para fins de estelionato mediante fraude. A mulher possui sete passagens por associação criminosa, roubo e estelionato. As investigações continuam para identificar e prender os outros envolvidos nos golpes.

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