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Mirelle Pinheiro

CLDF: homem é detido após confusão em votação sobre socorro ao BRB. Veja vídeo

Apesar do clima de tensão, o projeto foi aprovado em dois turnos, com 14 votos favoráveis e 10 contrários

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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A votação do projeto que autoriza um aporte bilionário no Banco de Brasília (BRB) terminou em confusão na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta terça-feira (3/3). Manifestantes que acompanhavam a sessão nas galerias foram retirados pela Polícia Legislativa após protestos contra deputados durante a análise da proposta.


O tumulto começou logo após a aprovação, em primeiro turno, do projeto que prevê medidas para reforçar as condições financeiras do banco. Durante o debate, um manifestante gritou contra um parlamentar e afirmou que ele “queimaria no fogo do inferno” por votar a favor da proposta.

Diante da situação, o presidente da CLDF, Wellington Luiz, determinou a retirada dos manifestantes do plenário por “desrespeito” aos deputados. Parte dos envolvidos acabou autuada após a confusão.

Apesar do clima de tensão, o projeto foi aprovado em dois turnos, com 14 votos favoráveis e 10 contrários, após quase cinco horas de sessão.

À coluna, Luiz Alberto Alves Ferreira, diretor de Polícia Legislativa, afirmou que “o cidadão foi conduzido à diretoria de polícia legislativa onde foi feito um termo circunstanciado de ocorrência e liberado podendo responder por crime contra a honra e resistência.” Ao final, o presidente da CLDF parabenizou a ação dos policiais.

Projeto

A proposta enviada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) autoriza o Executivo a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições para reforçar o capital do BRB.

O texto também permite aportes patrimoniais no banco; integralização de capital social; venda de bens públicos para fortalecer o patrimônio da instituição.

Entre os ativos listados estão nove imóveis públicos pertencentes à Terracap, à CEB e à Caesb, que poderão ser usados para cobrir prejuízos ligados aos negócios com o Banco Master.

Debate acalorado

A discussão em plenário foi marcada por críticas e troca de acusações entre parlamentares.

O deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que o projeto, “da forma como está”, cria problemas para outras empresas públicas e não resolve a situação do banco. A fala provocou vaias de bancários presentes na sessão.

Já o deputado Roosevelt (PL) defendeu a proposta e afirmou que, sem a aprovação imediata do projeto, o banco poderia enfrentar risco de liquidação.

Durante o debate, a deputada Paula Belmonte (PSDB) exibiu um grande “cheque em branco” com o nome do governador Ibaneis Rocha, criticando a falta de transparência na operação.

Governo diz que medida é necessária

Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a capitalização é necessária para evitar o agravamento da crise financeira da instituição.

Em reunião com deputados distritais que durou quase 12 horas, na véspera da votação, ele afirmou que, sem o aporte, o banco poderia parar de funcionar.

A proposta ainda recebeu sete emendas parlamentares, incluindo medidas de transparência e mecanismos de compensação patrimonial para o Distrito Federal.

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