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Mirelle Pinheiro

Carta com pedido de socorro salvou menina de 12 anos vendida pela mãe

A menina relatou os crimes em um texto entregue a uma colega de escola. A Polícia Civil indiciou a mãe da vítima e um empresário

15/02/2026 15:20, atualizado 15/02/2026 15:25
Reprodução
Foto mostra criança retraída no canto com boneca na frente.

A adolescente de 12 anos que era explorada sexualmente pela própria mãe, em Estrela do Sul, na região do Triângulo Mineiro, foi salva após escrever uma carta de socorro e entregar a uma colega de escola.

A partir da denúncia, a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG) assumiu o caso e reuniu elementos que levaram ao indiciamento da mulher de 36 anos e de um homem de 57.

Cenário de horror

O caso veio à tona em 24 de janeiro, quando o investigado, um empresário, foi flagrado durante operação policial, com apoio do Conselho Tutelar, nu, no quarto com a vítima, que estava em estado de choque.

A adolescente era dopada pela própria mãe, que usava sedativos para facilitar os abusos sexuais cometidos contra ela. A mulher ainda aplicava pomadas anestésicas nas partes íntimas da filha para tentar minimizar os efeitos das agressões.

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As investigações da PCMG revelaram que a mãe, além de facilitar os encontros, coagiu a menina a se prostituir.

Para que não revelasse o esquema criminoso, a garota era agredida com fios e sofria ameaças de morte constantes.

Indiciados

A Polícia Civil indiciou o empresário e a mulher. O homem responderá por estupro de vulnerável praticado diversas vezes. Já a mulher foi indiciada por favorecimento à prostituição de vulnerável.

O delegado responsável pelo inquérito, Eduardo Placheski Trepiche, destacou a gravidade do caso e a importância da atuação rápida da polícia para preservar a integridade da menina.

“Nossa atuação técnica visa não apenas à responsabilização dos indiciados, mas, sobretudo, interromper ciclos de violência que ferem pessoas vulneráveis. A Polícia Civil está vigilante e atenta para que crimes dessa natureza sejam combatidos com o rigor da lei”, afirmou.

O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça.