Cão ajuda a identificar mulher que jogou fezes em mural de Bolsonaro
Vereador Armandinho Fontoura (PL) afirmou à coluna que a Polícia Civil do ES já identificou os suspeitos. O marido dela também é investigado

O vereador Armandinho Fontoura (PL), proprietário do imóvel conhecido como “Casa Bolsonaro”, afirmou à coluna que a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) já identificou os suspeitos de vandalizar um mural do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Vitória (ES). Segundo o parlamentar, testemunhas começaram a ser ouvidas nesta semana e o casal apontado como responsável pelos atos também deverá prestar depoimento.
De acordo com parlamentar, a principal suspeita é uma empresária, que teria atacado o mural em duas ocasiões, nos dias 13 e 20 de junho, utilizando fezes de cachorro para sujar a pintura. O vereador afirmou que a identificação foi possível por meio das imagens de câmeras de segurança e de diligências feitas após a divulgação do caso nas redes sociais.
“Nós conseguimos identificar ela por causa do cachorro. Nós vimos a imagem, a fisionomia dela, da mulher, já de meia idade, branca, com cachorrinho, aí ficamos fazendo toda a campanha para fazer a diligência. Conseguimos identificar onde era o prédio que ela morava, e eu expus nas redes sociais, veio nome, endereço, telefone, veio tudo”, disse.
Segundo Armandinho, além da mulher, o marido dela, um médico cardiologista, também será alvo de investigação. O parlamentar afirma que o homem esteve no local após um dos episódios e teria proferido ofensas e ameaças contra ele, além de afirmar que o Bolsonaro é um “bosta de cocô com merda”.
“Nós vamos adotar todas as medidas legais, tanto na esfera criminal quanto na cível, para que esse mau exemplo não passe impune e seja punido na forma da lei”, afirmou.
O vereador também declarou que o episódio provocou forte repercussão nas redes sociais e, segundo ele, aumentou o interesse de apoiadores em conhecer o espaço, utilizado como escritório de apoio ao seu mandato e local de encontros de grupos conservadores.
“Acabou gerando uma mobilização muito grande. Pessoas de vários lugares entraram em contato para conhecer a Casa Bolsonaro, e nós até antecipamos a inauguração oficial do espaço. Você pode discordar de qualquer político, mas não pode vandalizar patrimônio nem incentivar esse tipo de comportamento. Isso é um caminho perigoso para a democracia”, declarou.
A coluna acionou a Polícia Civil do estado para confirmar a identificação dos suspeitos e aguarda retorno.
Entenda o caso
Como divulgado anteriormente pela coluna, câmeras de segurança registraram uma mulher vandalizando uma pintura do ex-presidente Jair Bolsonaro no muro da chamada “Casa Bolsonaro”, localizada na Praia do Canto, em Vitória (ES).
As imagens mostram que os episódios ocorreram nos dias 13 e 20 de junho. Em ambas as datas, a mulher aparece caminhando com um cachorro e carregando uma sacola com fezes do animal. Em seguida, ela se aproxima do mural e espalha o material sobre a pintura.
Após o caso, Armandinho Fontoura registrou boletim de ocorrência. Segundo o documento, o ato provocou manchas, contaminação biológica, desbotamento das cores e danos estéticos ao mural.
Na ocasião, a Polícia Civil informou que o registro foi validado pelo 3º Distrito Policial de Vitória, responsável pela investigação e pela identificação dos envolvidos.




