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Mirelle Pinheiro

Grupo é alvo por fraude no RS com remédios para pacientes com câncer

A Polícia Civil identificou 39 vítimas do esquema. Parte delas morreu durante o tratamento médico

30/06/2026 10:21, atualizado 30/06/2026 11:28
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PCRS/Divulgação
Grupo é alvo por fraude no RS com remédios para pacientes com câncer

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), nessa segunda-feira (29/6), por meio da Delegacia de Polícia de São Gabriel, desarticulou organização criminosa suspeita de praticar fraudes no fornecimento de medicamentos de alto custo, financiados com recursos públicos e destinados ao tratamento de pacientes oncológicos.

As investigações apontam a existência de estrutura criminosa organizada voltada à obtenção de vantagem econômica ilícita por meio da manipulação de processos judiciais destinados à aquisição de medicamentos.

“Segundo os elementos colhidos até o momento, o grupo utilizaria empresas vinculadas entre si para simular concorrência em orçamentos apresentados ao Poder Judiciário, direcionando contratações e elevando artificialmente os valores pagos com recursos públicos”, explicou o delegado Daniel Severo

A Operação Placebo cumpriu 57 mandados de busca e apreensão em São Gabriel, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Sapiranga, Campo Bom, Canoas, Taquara, Porto Alegre, Gravataí e Tramandaí. Endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás também foram alvo da ação.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, um dos principais investigados foi preso em flagrante após os policiais localizarem, em sua residência, diversas caixas de medicamentos com indícios de adulteração e falsificação.

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Pacientes morreram
Um dos principais investigados foi preso em flagrante após os policiais localizarem, em sua residência, diversas caixas de medicamentos
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Um dos principais investigados foi preso em flagrante após os policiais localizarem, em sua residência, diversas caixas de medicamentos

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Pacientes morreram
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Pacientes morreram

PCRS/Divulgação

Também foram identificados indícios da existência de empresas de fachada e, em situações mais graves, da circulação de medicamentos com suspeita de adulteração e falsificação.

A investigação teve início após um profissional da área farmacêutica identificar inconsistências em um medicamento utilizado no tratamento de câncer, incluindo divergências nas embalagens e características incompatíveis com os produtos originais.

O levantamento das autoridades também revelou a atuação coordenada de diferentes núcleos responsáveis pela captação de pacientes, encaminhamento para demandas judiciais e operacionalização das vendas, evidenciando sofisticada estrutura voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde.

Por determinação judicial, foi decretado o bloqueio de bens e valores dos investigados, no montante de aproximadamente R$ 2,5 milhões, para garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados.

Vítimas faleceram

Até o momento, foram identificadas 39 vítimas potencialmente atingidas pelo esquema. Parte delas morreu durante o tratamento médico, circunstância que reforça a gravidade dos fatos investigados e que será objeto de apuração.

A Polícia Civil prossegue com a análise do material apreendido e não descarta a identificação de novos envolvidos, novas vítimas e outras frentes de atuação da organização criminosa.