Mirelle Pinheiro

BETs e fraudes: entenda como quadrilha lucrou R$ 100 milhões em golpes

A quadrilha foi alvo de ação nesta terça (24). Batizada de Fim da Fábula, a operação foi deflagrada simultaneamente em SP, MG e no DF

atualizado

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Divulgação/SSP
Viatura da Polícia Civil de São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Viatura da Polícia Civil de São Paulo - Metrópoles - Foto: Divulgação/SSP

A organização criminosa alvo da Polícia Civil de São Paulo por suspeita de aplicar golpes em larga escala e lavar dinheiro por meio de empresas de fachada teria montado uma engrenagem criminosa sofisticada, envolvendo vários modelos de golpes, com o intuito de alcançar lucros ilícitos. João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original, é um dos alvos da ação desta terça-feira (24/2).

Segundo a investigação, a quadrilha atuava por meio de três diferentes e conhecidos golpes: golpe do INSS, golpe do falso advogado e golpe da mão fantasma. Além desses, foram identificadas outras fraudes envolvendo cartões clonados, falsas centrais telefônicas, BETs e fintechs.

Nos últimos casos, os criminosos agiam clonando chaves Pix das vítimas.

Entenda os golpes

Falso advogado

Nessa categoria de fraude, advogados têm senhas hackeadas. Em posse das informações, os criminosos acessam sistemas do Tribunal de Justiça, obtêm foto do advogado na internet, criam perfis no WhatsApp e enviam links, fazendo com que as vítimas transfiram dinheiro para a conta bancária dos golpistas.

Golpe do INSS e mão fantasma 

Neste caso, os criminosos escolhem as vítimas com base em dados fornecidos por empresas de revisionais previdenciárias. Em seguida, entram em contato e ludibriam a vítima a acreditar estar conversando com um servidor da Previdência Social.

Após o primeiro passo, os criminosos enviam um link de um aplicativo falso, chamado de “Previdência Segura”, e informam que a vítima precisa fazer prova de vida por meio do falso aplicativo enviado.

Ao clicar no link, a vítima instala um software malicioso e os criminosos passam a ter acesso remoto à tela do aparelho celular da vítima, roubando, então, as senhas de aplicativos, sobretudo bancários, subtraindo dinheiro e fazendo empréstimos.

Operação

A quadrilha foi alvo de ação policial nesta terça (24). Batizada de Fim da Fábula, a operação foi deflagrada simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

Ao todo, são cumpridos 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária.

Também foram determinados bloqueios de bens móveis e imóveis, além de restrição judicial sobre 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, com limite de até R$ 100 milhões por conta.
Segundo os investigadores, a associação criminosa utilizava estrutura organizada, com divisão de tarefas e ocultação patrimonial.

O MP identificou pelo menos 36 imóveis vinculados aos investigados, além de centenas de veículos e embarcações, muitos registrados em nome de laranjas ou empresas fictícias.

A decisão judicial que autorizou os bloqueios foi expedida pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. Participam da operação cerca de 400 policiais civis e promotores de Justiça.

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