
Mirelle PinheiroColunas

Polícia do RJ faz megaoperação contra foragidos por roubo e latrocínio. Veja vídeo
As investigações também apontam que facções criminosas utilizam o roubo como uma das principais fontes de financiamento
atualizado
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) colocou nas ruas, na manhã desta terça-feira (24/2), mais uma fase da Operação Espoliador, considerada uma das maiores ações da corporação contra crimes patrimoniais no estado. A ação mira criminosos procurados por roubo, latrocínio e receptação.
A operação ocorre simultaneamente em diversas regiões e mobiliza policiais de delegacias da capital, Baixada Fluminense, interior, unidades especializadas e do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP). O objetivo é cumprir centenas de mandados de prisão expedidos pela Justiça contra investigados de alta periculosidade. Até o momento, 66 pessoas já haviam sido presas.
Segundo a Secretaria de Polícia Civil, os alvos foram identificados a partir de cruzamento de dados de inteligência e inquéritos em andamento. Parte deles integra quadrilhas responsáveis por ataques armados, roubos de veículos, assaltos a pedestres, residências e estabelecimentos comerciais.
As investigações também apontam que facções criminosas utilizam o roubo como uma das principais fontes de financiamento. Além do tráfico de drogas, esses grupos fomentam outros crimes ao emprestar armas, garantir esconderijos e oferecer suporte logístico para ações violentas.
Na última fase da Operação Espoliador, realizada em março do ano passado, 610 pessoas foram presas em apenas um dia, incluindo lideranças de facções. O número fez da ação a maior operação já realizada pela Polícia Civil em quantidade de prisões.
De acordo com o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, uma das organizações criminosas investigadas é responsável por cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de cargas na capital e na Região Metropolitana.
“A operação busca atingir toda a cadeia criminosa, desde quem comanda até quem executa e quem compra produtos roubados. Receptadores são parte essencial desse ciclo e também serão alcançados”, afirmou.
