Augusto Lima usou mensagens temporárias para evitar rastreio, diz PF
Ao atuar como canal de interlocução com Jaques Wagner em temas de interesse do Banco Master, Augusto Lima teria tentado se esquivar da PF

Ao defender que Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, fosse alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18\6), a Polícia Federal (PF) afirmou que o investigado teria adotado meios para tentar evitar ser rastreado.
Segundo a investigação, Augusto atuou como canal de interlocução com Jaques Wagner em temas de interesse do Banco Master, tendo compartilhado informações sobre rating, estrutura acionária, Will Bank, a PEC nº 65/2023, a operação BRB/Master, além de textos sobre requerimentos no Senado e a CPI do Master.
Para evitar que os diálogos fossem conhecidos pela PF, Augusto Lima teria utilizado chamadas de voz, mensagens temporárias e outras formas de comunicação de baixa rastreabilidade.
Para a PF, essas circunstâncias reforçam, em juízo preliminar, o risco de perecimento ou ocultação de provas. “Portanto, há fundadas razões para a busca em endereços residenciais e empresariais vinculados a Augusto Lima”, afirmaram as autoridades policiais.
Em nota, a equipe de defesa de Augusto Lima declarou que as diligências realizadas pela PF nesta quinta (18) eram desnecessárias, “uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.”
Os advogados afirmaram, ainda, que Augusto sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.
“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos.”
A nova fase da operação
Entre os principais alvos desta fase da operação estão, além de Augusto Lima, o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal.
Além das buscas, foram autorizadas medidas cautelares diversas da prisão, como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.










