PF lista núcleo ligado a Jaques Wagner e Master na Compliance Zero
Entre os alvos estão o próprio Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, e Augusto Ferreira Lima, apontado como operador do esquema

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18/6), tem como foco um grupo de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA), ao ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, e a empresas que mantêm relação com o Banco Master e o Credcesta.
Entre os alvos estão o próprio Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, e Augusto Ferreira Lima, apontado nas investigações como um dos principais operadores das relações políticas do grupo ligado ao Banco Master.
Também aparecem na lista Eduardo Mendonça Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado do senador, sua mulher, Bonnie Toaldo Bonilha, e Patrich Toaldo Bonilha, irmão dela.
A operação ainda mira Guilherme Henrique Sodré Martins, Valério Marega Júnior, David Lopes Monteiro, apontado como integrante do núcleo jurídico ligado a Daniel Vorcaro, Luiz Antonio Lombardi e Andréa Lima Novaes.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAlém das pessoas físicas, a PF incluiu entre os alvos cinco empresas: BN Financeira Ltda., BN Representações Tecnológicas Ltda., PKL One Participações S.A., responsável pelo Credcesta, Terra Firme da Bahia Ltda. e GF4.15 Participações e Consultoria Ltda.
Segundo os investigadores, essas pessoas e empresas teriam integrado estruturas utilizadas para movimentação financeira, contratos e operações que agora são analisados na apuração sobre supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.
A defesa
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, saiu em defesa de Wagner.
“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade”, afirmou Edinho, em nota divulgada pouco depois da operação.
Ainda segundo o presidente, “os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”.
“Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, finalizou o presidente do PT.
Em nota, a equipe de defesa de Augusto Lima declarou que as diligências realizadas pela PF nesta quinta (18) eram desnecessárias, “uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.”
Os advogados afirmaram, ainda, que Augusto sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.
“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos.”





