Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Aprovado em 1º lugar no CNU perde vaga após diploma ser rejeitado. Veja vídeo

O jornalista afirma que o Inca considerou que sua formação não atende aos requisitos previstos no edital para o cargo concorrido

20/06/2026 15:09, atualizado 20/06/2026 15:12
Compartilhar notícia
Reprodução/Instagram
Aprovado em 1º lugar no CNU perde vaga após diploma ser rejeitado

Aprovado em primeiro lugar no Concurso Público Nacional Unificado (CNU) para uma vaga de analista em ciência e tecnologia no Ministério da Saúde, o jornalista Ícaro Jatobá (foto em destaque) afirma ter sido impedido de tomar posse após o Instituto Nacional de Câncer (Inca) considerar que sua graduação não atende aos requisitos previstos no edital.

O caso veio a público após Jatobá publicar um vídeo em seu perfil no Instagram relatando a situação. Na gravação, ele afirma ter sido eliminado na etapa de análise documental, apesar de ter conquistado a primeira colocação no certame.

Graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo, o candidato se inscreveu para um cargo que, conforme o edital, exigia formação em tecnologia da informação, comunicação visual ou áreas afins.

Jatobá afirma que a expressão “áreas afins” gerou dúvidas entre diversos candidatos durante o período de inscrição. Ele chegou a enviar um e-mail à banca organizadora, a Fundação Getulio Vargas (FGV), solicitando esclarecimentos sobre o alcance da exigência prevista no edital. Uma amiga dele também teria solicitado a impugnação do documento.

Após ser aprovado em primeiro lugar, ele foi informado, na etapa de análise documental para posse, de que sua graduação não atenderia aos requisitos do cargo.

“O Inca sustenta que a comunicação social estaria estritamente vinculada à escrita, enquanto a comunicação visual estaria relacionada aos cursos de design e webdesign”, afirmou.

Jatobá, por outro lado, sustenta que sua formação se enquadra nos requisitos previstos no edital. Para isso, apresentou classificações oficiais de áreas do conhecimento, histórico escolar, documentos acadêmicos e pareceres técnicos que, segundo ele, demonstram afinidade entre as áreas e sua experiência profissional.

Após a negativa, o jornalista apresentou recurso administrativo contestando a decisão. Ele afirma que a interpretação adotada pelo órgão não estava expressamente prevista no edital e que outros documentos oficiais indicariam a interdisciplinaridade entre as áreas.

Em conversa com a coluna, o jornalista afirmou que pretende continuar contestando a decisão.

“Fui um dos melhores candidatos na prova objetiva e obtive a maior nota na redação. É um cargo com vaga única, e eu fui o primeiro colocado. É inadmissível pensar que o CNU tenha tamanha insegurança jurídica, prejudicando a boa-fé e a confiança que a gente deposita no Estado”, afirmou.

A reportagem procurou o Ministério da Saúde, o Inca e a FGV para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestações.