
Mirelle PinheiroColunas

Ação que mirou Dr. Furlan apreendeu armas e pilha de dinheiro. Entenda
35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS).
atualizado
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A Polícia Federal (PF) apreendeu aproximadamente R$ 72 mil em espécie, quatro armas de fogo e sete veículos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da Operação Palanque Digital, deflagrada nesta terça-feira (26/5). A ação investiga uma suposta estrutura de desinformação e promoção política abastecida com recursos públicos da Prefeitura de Macapá (AP).
Durante as diligências, duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, uma em Macapá (AP) e outra em Canela (RS). Entre os principais alvos da operação estão o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), e o ex-secretário Juarez Menescal, preso durante a ação após a apreensão de uma arma.
Outro investigado preso em flagrante foi Tarso Giovani Fauro, também autuado por posse ilegal de arma de fogo.
A operação cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela. Além de políticos e ex-integrantes da gestão municipal, a investigação mira influenciadores digitais, jornalistas, empresários da comunicação e donos de agências de publicidade.
Entenda
De acordo com a PF, a suposta organização funcionava como uma “milícia digital” estruturada para promover politicamente Dr. Furlan, atacar adversários e disseminar desinformação nas redes sociais.
Segundo apurou a coluna, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas, fluxo financeiro definido e núcleos responsáveis pela produção de conteúdo político e ataques digitais.
A PF suspeita que mais de R$ 25 milhões em contratos de comunicação institucional da Prefeitura de Macapá tenham sido desviados de sua finalidade oficial para abastecer influenciadores, blogs, rádios, portais de notícias, páginas em redes sociais e perfis considerados falsos ou artificiais.