Milena Teixeira

MJ diverge de Boulos e Macaé Evaristo sobre os vetos ao PL Antifacção

Ministério da Justiça diverge de outras duas pastas do governo sobre os vetos ao PL Antifacção, que será sancionado pelo presidente Lula

atualizado

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ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem divergido de outras duas pastas do governo em relação aos vetos ao chamado PL Antifacção, proposta aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda será sancionada pelo presidente Lula.

A coluna apurou com fontes do Palácio do Planalto que a pasta comandada por Wellington Cesar Lima tem defendido a sanção integral do projeto, com o propósito de preservar os acordos firmados durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional.

Na Câmara, a matéria foi relatada pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol)
Macaé Evaristo comanda Ministério dos Direitos Humanos
Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva
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Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva

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Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol)

Igo Estrela/Metrópoles
Macaé Evaristo comanda Ministério dos Direitos Humanos
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Macaé Evaristo comanda Ministério dos Direitos Humanos

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Já os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Macaé Evaristo, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, defendem vetos parciais ao texto.

A Secretaria-Geral argumenta, por exemplo, que trechos da proposta podem atingir movimentos sociais e, por isso, deveriam ser vetados pelo Palácio do Planalto.

Um dos pontos citados é o dispositivo que estabelece como crime, independentemente de motivação, danificar, destruir ou se apoderar ilegalmente de meios de transporte, como ônibus.

Os tramites do projeto

Apresentado pelo governo em 2025, o PL enfrentou meses de resistência no Congresso e passou por diversas mudanças ao longo da tramitação.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal no fim do ano passado e retornou à Casa Baixa neste ano, já sob o comando de Wellington Cesar no MJ,

Para viabilizar a aprovação da proposta, o ministério negociou com Derrite ajustes em pontos do texto. Entre os trechos mais polêmicos está a divisão dos recursos provenientes de bens apreendidos entre a Polícia Federal e os estados.

Outro ponto controverso foi a decisão dos parlamentares de retirar do projeto a tributação das apostas esportivas,  as chamadas “bets”,  que ajudaria a financiar ações de segurança pública.

Se sancionada pelo presidente, a norma passará a se chamar Lei Raul Jungmann, em homenagem ao ex-ministro da Justiça Raul Jungmann, falecido em janeiro deste ano.

Respostas

A coluna procurou a Secretária-Geral, que optou por não se manifestar.

O MDH e o MJ também foram procurados mas não houve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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