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Milena Teixeira

Diretor de empresa dona da Ilha da Paixão é ex-funcionário do Master

Empresário atuou no Banco Master antes de assumir cargo na RC Participações, empresa que comprou a Ilha da Paixão

Milena Teixeira, Tácio Lorran20/04/2026 02:00, atualizado 20/04/2026 08:51
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Michael Melo/Metrópoles
Imagem colorida do Banco Master

O diretor da RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A., empresa que comprou Ilha da Paixão e é ligada ao empresário Augusto Lima, é ex-funcionário do Banco Master.

A coluna apurou que Márcio Vieira Lemos atuou como um dos chefes do departamento jurídico da instituição comandada por Daniel Vorcaro. Ele também era responsável por uma área voltada à gestão de imóveis do banco.

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Ilha da Paixão, ligada a fundo da Reag/Master
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Ilha da Paixão, ligada a fundo da Reag/Master

Material obtido pela coluna Milena Teixeira
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Material obtido pela coluna Milena Teixeira

Atualmente, Márcio aparece como proprietário de uma confeitaria em Peruíbe, no interior de São Paulo. Ele é franqueado da Sodiê Doces, rede conhecida pela venda de bolos, tortas e cafés.

Procurado pela coluna, Márcio chegou a responder, mas bloqueou a reportagem após ser questionado sobre a RC e sua ligação com o Banco Master. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

A Ilha da Paixão e a ligação com o Master

Avaliada em R$ 20 milhões, a ilha teve seu direito de ocupação vendido por R$ 1,3 milhão, em julho de 2023, à empresa RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A., segundo documento do cartório de Candeias obtido pelo Metrópoles.

A informação é confirmada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que afirma que a ilha teve sua primeira inscrição de ocupação em 1987, permanecendo regular desde então.

A RC é uma sociedade anônima com capital de R$ 45,5 milhões e foi adquirida pelo Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, por meio de contrato celebrado em 18 de janeiro de 2023. O Falcon, por sua vez, pertence ao fundo Haena 808.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e obtidos pela coluna, mostram que o empresário Augusto Lima figura como único cotista do Haena 808. As informações abrangem o período de março de 2023 a dezembro de 2025.