
Milena TeixeiraColunas

Defesa critica isolamento de Vorcaro em prisão: “Desproporcional”
Defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, criticou o isolamento do empresário e afirmou que a prisão em Brasília é desnecessária
atualizado
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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, criticou nesta terça-feira (10/3) o fato de o empresário estar detido em Brasília.
Vorcaro foi preso na última quarta-feira (4/3), em São Paulo, e encaminhado, inicialmente, para um prédio estadual. Dois dias depois, acabou transferido para a unidade na capital federal.
Em nota, o advogado Roberto Podval, que integra a defesa de Daniel Vorcaro, afirmou que o empresário jamais deveria estar preso em Brasília.
Segundo ele, a prisão é desnecessária, baseada em fatos pretéritos, e as “supostas bravatas” atribuídas ao cliente nunca se concretizaram.
“As condições em que ele se encontra atualmente são absolutamente desproporcionais. Trata-se de um regime de isolamento extremo, que impõe sofrimento psicológico intenso a qualquer pessoa”, disse o advogado do empresário.
Além disso, segundo Podval, Vorcaro precisa ter direito a comunicação reservada com seus advogados, sem gravação ou monitoramento.
Podval afirmou ainda “ter confiança e fé de que o ministro André Mendonça” poderá reavaliar as medidas que foram adotadas.
Veja a nota na íntegra
Para o advogado Roberto Podval, que faz parte da defesa de Daniel Vorcaro, ele jamais deveria estar preso em Brasília. A prisão é desnecessária, baseada em fatos pretéritos, e as supostas bravatas atribuídas a ele jamais se concretizaram.
As condições em que se encontra atualmente são absolutamente desproporcionais, diz o advogado. Trata-se de um regime de isolamento extremo que impõe sofrimento psicológico intenso a qualquer pessoa.
Além disso, o direito de comunicação reservada com seus advogados — sem gravação ou monitoramento — é uma garantia elementar do Estado de Direito e um mínimo que se espera de um país que se pretende democrático.
Podval afirmou ter confiança e fé de que o ministro André Mendonça poderá reavaliar a medida à luz desses fatos e das garantias fundamentais que regem o devido processo legal.








