Anac investiga suspeita de táxi aéreo clandestino em acidente no Rio
À coluna, o ministro do Portos e Aeroportos afirmou ainda que a Anac vai endurecer mais as fiscalizações e fará um pente-fino nas aeronaves

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou à coluna que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apura se os responsáveis pela aeronave e pela operação dos helicópteros que caíram no domingo (14/6), no Rio de Janeiro, respondem a processos administrativos no órgão e se uma das aeronaves operava de forma irregular.
O acidente deixou seis mortos após os dois helicópteros colidirem no ar e caírem nas proximidades da Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, bairro da zona oeste da capital fluminense.
Como mostrou o Metrópoles, um dos helicópteros, a aeronave, de prefixo PP-MAC, já foi alvo de denúncias do órgão por operar como táxi aéreo clandestino.
“Falei com o presidente Tiago, da agência. Ele me disse que, de fato, o piloto que faleceu, infelizmente, já estava com um processo tramitando na Anac por alguma… Confesso que não sei exatamente qual foi a irregularidade. Ele não me passou. Ele ainda estava verificando as informações, mas já tinha um processo”, disse o ministro.“Você pode fazer o táxi aéreo. Você pode ter o seu helicóptero e viajar com você e seus familiares. O que você não pode é cobrar se não estiver credenciado. Parece que um dos helicópteros, mas não tenho certeza ainda porque a Anac estava verificando, parece que uma das aeronaves não tinha ainda homologação para transportar passageiros cobrando como táxi aéreo”, declarou Franca.
Ainda de acordo com Franca, a Anac estuda adotar medidas mais rigorosas para combater o transporte aéreo irregular.
“O que o Tiago está verificando é uma ação mais coercitiva com relação a isso. A Anac faz regularmente ações de fiscalização. Naturalmente, não pode divulgar a fiscalização porque, se divulgar, ninguém decola com as aeronaves. Isso é uma coisa que é feita de maneira discreta. Já fazem, mas a intenção é fazer algo mais intensivo. Essa é a ideia, mas o Tiago não tem informações reais, concretas, se, de fato, o helicóptero estava fazendo táxi aéreo ou não. Mas, salvo engano, essa é a suspeita”, completou.
Até a noite de domingo, o presidente Lula, que embarcou para a França para participar da reunião do G7 nesta segunda-feira (15/6), ainda não havia sido informado sobre o acidente.
















