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Milena Teixeira

Delegados da PF reagem ao novo PL Antifacção: "ninguém foi consultado"

Delegados da Polícia Federal reagiram ao novo texto do PL Antifacção, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP)

24/02/2026 21:14, atualizado 24/02/2026 21:44
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) reagiu ao novo texto do PL Antifacção, que deve ser analisado pela Câmara dos Deputados ainda na noite desta terça-feira (24/2).

O relator da proposta, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), reincluiu no parecer um trecho aprovado pelos parlamentares em 2025 que prevê a divisão dos recursos provenientes de bens apreendidos entre a Polícia Federal e os estados.

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O deputado Guilherme Derrite PP-SP, relator do PL Antifacção, deixa o plenário da Câmara dos Deputados
Relator do PL Antifacção na Câmara, deputado Guilherme Derrite
Na Câmara, o texto contou com o envolvimento direto do presidente da Casa, Hugo Motta (à direita), que indicou o deputado Guilherme Derrite (à esquerda) para a relatoria. A decisão foi criticada pelo governo, que influenciou no vaivém de pareceres apresentados pelo paulista.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues
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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues

Vinícius Schmidt/Metrópoles
O deputado Guilherme Derrite PP-SP, relator do PL Antifacção, deixa o plenário da Câmara dos Deputados
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O deputado Guilherme Derrite PP-SP, relator do PL Antifacção, deixa o plenário da Câmara dos Deputados

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Relator do PL Antifacção na Câmara, deputado Guilherme Derrite
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Relator do PL Antifacção na Câmara, deputado Guilherme Derrite

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Na Câmara, o texto contou com o envolvimento direto do presidente da Casa, Hugo Motta (à direita), que indicou o deputado Guilherme Derrite (à esquerda) para a relatoria. A decisão foi criticada pelo governo, que influenciou no vaivém de pareceres apresentados pelo paulista.
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Na Câmara, o texto contou com o envolvimento direto do presidente da Casa, Hugo Motta (à direita), que indicou o deputado Guilherme Derrite (à esquerda) para a relatoria. A decisão foi criticada pelo governo, que influenciou no vaivém de pareceres apresentados pelo paulista.

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Presidente da ADPF, Edvandir Felix de Paiva afirmou à coluna que o novo relatório é uma “decepção”. Segundo ele, os diretores da entidade sequer foram consultados durante a elaboração do texto.

“É uma decepção. O relatório foi prejudicial à Polícia Federal. No Senado, conseguimos inserir mecanismos importantes, mas tudo foi retirado, tudo foi ignorado. As mudanças feitas agora tendem a criar mais confusão, em vez de fortalecer o trabalho da Polícia Federal”, disse.

Paiva também criticou a ausência de previsão de recursos para a corporação.

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“Não há uma linha que destine recursos ao Funapol, da Polícia Federal. Não houve negociação com o diretor-geral, Andrei Rodrigues, e tampouco com o número dois da instituição. O resultado final não foi bom”, declarou.

O que aconteceu?

O PL Antifacção já havia sido aprovado pela Câmara em 19 de novembro de 2025, após seis versões apresentadas por Derrite, com 370 votos favoráveis e 110 contrários.

A versão chancelada pelos deputados, contudo gerou críticas dentro do Executivo, que articulou mudanças no texto junto aos senadores. Por isso, como houve alterações, o projeto precisou retornar à análise da Câmara.

Sob comando do ministro Wellington Cesar, o Ministério da Justiça passou a considerar, na semana passada, também o texto relatado por Guilherme Derrite.

À coluna o novo secretário de Assuntos Legislativos da pasta, Paulo Modesto, afirmou que uma equipe técnica acompanhava as duas versões da proposta.

“Estamos trabalhando com os dois textos para avaliar o que é possível avançar. Eles estão sendo analisados por nossa equipe técnica, em coordenação com o ministério”, declarou o auxiliar na semana passada.