PL Antifacção: Planalto mira texto de Vieira apesar de MJ estudar PL de Derrite
Integrantes do Palácio do Planalto apostam em texto do senador Alessandro Vieira para o PL Antificação, apesar de MJ estudar PL de Derrite

Auxiliares do presidente Lula afirmam que o Palácio do Planalto deve apoiar a versão do Senado para o PL Antifacção, apesar de o Ministério da Justiça ter informado que analisa o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
De acordo com integrantes da Secretaria de Relações Institucionais, não há, até o momento, um acordo formal fechado com os parlamentares sobre o projeto, que deve ser votado nos próximos dias.
No Planalto, a avaliação é de que o governo precisa “manter o acordo” e apoiar integralmente o texto do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A proposta foi modificada no Senado Federal e aprovada por unanimidade no plenário em 10 de dezembro de 2025.
O PL Antifacção já havia sido aprovado pela Câmara em 19 de novembro de 2025, após seis versões apresentadas por Derrite, com 370 votos favoráveis e 110 contrários.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA versão chancelada pelos deputados, contudo, gerou críticas dentro do Executivo, que articulou mudanças no texto junto aos senadores. Por isso, como houve alterações, o projeto precisará retornar à análise da Câmara.
Agora sob o comando do ministro Wellington Cesar, o Ministério da Justiça passou a considerar também o texto relatado por Guilherme Derrite.
À coluna, o novo secretário de Assuntos Legislativos da pasta, Paulo Modesto, afirmou que uma equipe técnica acompanha as duas versões da proposta.
“Estamos trabalhando com os dois textos para avaliar o que é possível avançar. Eles estão sendo analisados por nossa equipe técnica, em coordenação com o ministério”, declarou o auxiliar.
As mudanças que a oposição pretende fazer
Integrante da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) afirmou à coluna que a oposição vai atuar para manter o texto aprovado pelos deputados no PL Antifacção.
Segundo ele, dois pontos são considerados prioritários pela oposição. O primeiro é o fim do voto obrigatório para presos provisórios. O segundo trata das regras para a concessão do auxílio-reclusão.
“Estive com o ministro da Justiça e achei a conversa sensata. Vamos discutir dois pontos principais”, disse o parlamentar.












