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Milena Teixeira

A aposta do Centrão na escolha de Motta para a relatoria da 6x1

Lideranças de partidos do Centrão avaliam qual nome Hugo Motta deve indicar para a relatoria da PEC da escala 6x1

23/04/2026 02:00, atualizado 23/04/2026 08:18
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fala ao Metrópoles sobre agenda da Casa e sobre as eleições de 2026

Integrantes de partidos do Centrão avaliam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deve ceder às pressões do governo quanto à relatoria da proposta que prevê o fim da escala 6×1.

Entre lideranças de legendas de centro, a expectativa é de que Motta mantenha o deputado federal Paulo Azi (União-BA), responsável pelo parecer na Comissão de Constituição e Justiça, à frente do texto.

A aposta do Centrão na escolha de Motta para a relatoria da 6×1 - destaque galeria
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Deputado Paulo Azi, relator na CCJ, apresenta parecer favorável e sugere transição gradual na redução da jornada
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
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Deputado Paulo Azi, relator na CCJ, apresenta parecer favorável e sugere transição gradual na redução da jornada
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Deputado Paulo Azi, relator na CCJ, apresenta parecer favorável e sugere transição gradual na redução da jornada

Giuliano Gazzoni/Metropoles
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A leitura é de  que o presidente da Câmara buscará preservar a condução da matéria longe de parlamentares com perfil mais ideológico para garantir maior protagonismo institucional na formulação do projeto.

Outro ponto predominante é que a boa relação entre ambos pesa na decisão. O projeto, que trata do fim da escala 6×1, foi aprovado na quarta-feira (22/4) na CCJ e, agora, segue para o comissão especial.

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Busca por protagonismo

Governo e Congresso têm disputado o protagonismo em torno da proposta. O Palácio do Planalto chegou a enviar, no dia 14 de março, um projeto de lei que propõe o fim da escala de trabalho 6×1.

Parlamentares, no entanto, apostam que a matéria não deve avançar. A leitura, nos bastidores, é de que o presidente Lula encaminhou a proposta mais para marcar posição no debate, considerado estratégico para a campanha de reeleição, do que propriamente com expectativa de aprovação no curto prazo.