Mario Sabino

Se não fosse pelo aliado Trump, Putin já seria lixo histórico

Embora a Ucrânia não tenha vencido o invasor, Putin perdeu a guerra. Só o aliado Trump impede que não haja uma parada da vitória em Kiev

atualizado

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Imagem colorida, tradicional desfile de Carnaval na Alemanha ironiza Trump e Putin - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, tradicional desfile de Carnaval na Alemanha ironiza Trump e Putin - Metrópoles - Foto: Reprodução/YouTube @HookGlobal

Há três anos, publiquei um artigo no Metrópoles afirmando que Vladimir Putin já havia perdido a guerra contra a Ucrânia invadida pelo exército do açougueiro russo.

O tradicional desfile militar de 9 de maio em Moscou, para comemorar a vitória da Rússia sobre a Alemanha nazista (só possível graças ao fornecimento de armas pelos Estados Unidos de Franklin Roosevelt), mostrou o tamanho do fracasso de Putin.

Foi um desfile mixo, na comparação com os anteriores. Faltaram armas a ser exibidas, e a comemoração foi cercada de segurança suplementar por medo de ataques de drones ucranianos.

Desde o ímpeto da invasão inicial, que resultaria no abocanhamento total de vinte por cento do território ucraniano, o avanço russo é praticamente nulo, apesar da sua superioridade militar.

Em 2025, as tropas do açougueiro Putin tomaram apenas 1% a mais de território da Ucrânia e, em abril último, sofreram derrotas sucessivas no campo de batalha. Desde o início da guerra, calcula-se que as baixas russas incluam 300 mil mortos.

Como dito aqui, há três anos, “a Ucrânia ainda não venceu a guerra porque o Ocidente entrega menos armamentos do que deveria a Kiev. Vladimir Putin revelou ao mundo que a Rússia, do ponto de vista militar, é um gigante com pés de barro. Volodymyr Zelensky, por seu turno, mostrou ao mundo que preside um país de um povo tão valente quanto inteligente. A capacidade de organização e resistência dos ucranianos é, mais do que impressionante, espetacular”.

De lá para cá, com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, as entregas de armas americanas, que já eram insuficientes ao não dar capacidade de defesa e ataque aéreos à Ucrânia, diminuíram enormemente e sofreram interrupções.

É a Europa, às voltas com imensas dificuldades econômicas e ameaçada de ver a aliança militar atlântica com Washington desfeita, que têm de sustentar praticamente sozinha o preço da liberdade ocidental no fronte ucraniano.

Putin tem um aliado em Trump, que nutre um ódio tão visceral quanto irracional pela Europa, essa é a realidade nua e crua, mas nem com toda a colaboração do presidente dos Estados Unidos, ele conseguirá atingir os seus propósitos.

Se, para enfrentar Putin, os ucranianos contassem com a mesma ajuda americana que os russos tiveram para combater Hitler, já haveria uma parada da vitória em Kiev — e o açougueiro de Moscou já seria lixo histórico.

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