Lula joga pelo Brasil? Olha, que o chefão petista é tremendo pé-frio
O marqueteiro do governo inventou a campanha "Lula joga pelo Brasil". Petistas vão ter de torcer em dobro porque o chefão é um Mick Jagger

Sidônio Palmeira, o marqueteiro que virou ministro e está prestes a desvirar, inventou a campanha “Lula joga pelo Brasil”, slogan acompanhado da foto do chefão petista com a camiseta da seleção brasileira, para explorar politicamente a Copa do Mundo.
Lula e os petistas, portanto, vão de ter torcer em dobro para o Brasil não fazer feio no torneio que começa hoje.
Se a seleção der vexame, vai ficar evidente que Lula é um tremendo pé-frio como Mick Jagger. É estranho que o chefão petista ainda não tenha adquirido a mesma fama do vocalista dos Rolling Stones.
Desde que Lula começou a alternar-se consigo mesmo na Presidência, em 2003, o Brasil nunca mais ganhou uma Copa do Mundo. Aliás, foi eliminado nas quartas de final em todos os torneios, à exceção da Copa de 2014, a famigerada, quando alcançou apenas o quarto lugar, posição humilhante para quem disputava o torneio em casa, depois de apanhar de 7 a 1 da Alemanha e de 3 a 0 da Holanda.
A partir de 1958, ano em que se tornou campeã do mundo pela primeira vez, o máximo de tempo que a seleção demorou a levantar o caneco outra vez (sou do tempo em que o troféu era caneco) foi entre 1970 e 1994. Como a última Copa que o Brasil venceu foi em 2002, se perdermos agora, a seleção quebrará o seu recorde negativo.
Não esqueci que, nesse período, tivemos a exceção de quatro anos de Jair Bolsonaro. Mas nos outros dezoito, não, e essa praga de ser pé-frio costuma ser contagiosa — pega esquerda, pega direita, pega centro, pega geral —, a menos que você mesmo seja um amuleto, e Bolsonaro está longe de ser uma figa, um trevo de quatro folhas, um olho grego.
Lula joga pelo Brasil? Bate na madeira, pé de pato, mangalô três vezes. Boa Copa a todos, quem sabe vocês, corrente pra frente, conseguem finalmente superar o pé-frio do Lula, todos ligados na mesma emoção, tudo é um só coração etc.
PS: se Daniel Vorcaro estivesse livre, leve e solto, as instituições-que-estão-funcionando teriam noites ardentes de torcida nos Estados Unidos. Fica para 2030, em Espanha, Portugal ou Marrocos, é só caprichar no Viagra.



