Toffoli fala no TSE sobre desejo de que pesquisas "sejam livres". Veja vídeo
O ministro Dias Toffoli fez a ponderação durante julgamento sobre suspensão da pesquisa AtlasIntel no TSE, nesta terça

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta terça-feira (9/6) que deixaria “as pesquisas (de intenção de voto) livres, se fosse parlamentar”. Toffoli defendeu que o eleitor é soberano e pode escolher quais são os institutos de pesquisa sérios e quais não são. As flas do ministro ocorreram durante julgamento em processo que trata da suspensão da pesquisa AtlasIntel, que apontou queda de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto. Veja vídeo:
A controvérsia no caso é sobre levanamento publicado em 19 de maio, após a divulgação de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com pedido para financiamento do filme Dark Horse. O instituto usou o caso nas perguntas aos eleitores abordados. O ministro Nunes Marques deu uma liminar suspendendo a divulgação da pesquisa por suspeitas de indução ao leitor.
Toffoli, no entanto, disse acreditar que a pesquisa já foi divulgada e amplamente difundida. Ressaltou que é necessário o que será decidido nos próximos levantamentos.
“Meu ponto de vista, e isso não é da minha competência, é que eu deixaria as pesquisas livres se eu fosse parlamentar. Mas parlamentar eu não sou. O povo, com sua soberania, escolhe quais institutos são sérios e quais não são sérios. Aliás, todos nós temos na nossa cabeça aqueles que sabemos quais são mais confiáveis e aqueles que não são tão confiáveis assim. Cada um de nós tem experiência suficiente para fazer essa avaliação”, afirmou em plenário.
O ministro prosseguiu: “Por mim, a gente não precisaria estar passando por um julgamento como esse, porque, para mim, as pesquisas deveriam ser liberadas completamente, e o brasileiro decide”, completou.
“Comprometimento da pesquisa”
Na justificativa para a liminar, Nunes Marques ressaltou que, pelos elementos levados ao TSE há “indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada”.
E ainda ressaltou que o deferimento da tutela de urgência ocorre a fim de resguardar “a lisura do processo eleitoral e assegurar análise mais aprofundada acerca da regularidade do questionário e de critérios para a realização de pesquisas, quando houver indício de manipulação ou lesão à legitimidade do pleito”.
O julgamento começou com o voto de Nunes Marques mas foi suspenso pelo pedido de vista da ministra Estela Aranha. Ela tem 90 dias para devolver o caso para o presidente pautar.



